Desigualdade de rendimentos no Ceará apresenta maior patamar desde 2012

Em 2018, a desigualdade no Estado ficou acima da média nacional, de acordo com o índice Gini

Legenda: O economista Daniel Duque, um dos responsáveis pelo estudo, aponta que, dos cinco Estados que ficaram mais desiguais nos últimos cinco anos, todos são nordestinos
Foto: Foto: Arquivo

Em 2018, a desigualdade de rendimentos no Ceará apresentou o maior patamar desde 2012 de acordo com o índice Gini, ficando em 0,530. Em 2017, o indicador estava em 0,525 e em 2012 era de 0,529. No ano passado, o estado de Santa Catarina registrou a menor desigualdade (0,398) enquanto a maior foi observada em Sergipe (0,548), segundo a Pnad Contínua.

O índice é uma medida de concentração de uma distribuição de renda, e seu valor varia de zero (perfeita igualdade) até um (desigualdade máxima). Considerando o rendimento domiciliar per capita, o Ceará também registro, em 2018, a maior desigualdade desde 2012 (0,548). No País, o índice foi de 0,545 no ano passado.

O Índice de Gini do rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos foi de 0,509 em 2018. Entre 2012 e 2015 houve uma tendência de redução deste indicador, passando de 0,508 para 0,494. A partir de 2016, entretanto, o índice de Gini voltou a aumentar para 0,501, valor no qual se manteve em 2017, chegando a 0,509 no último ano. 

As Regiões Sul (0,448) e Centro-Oeste (0,486) apresentaram os menores índices e, a Região Nordeste, alcançou 0,520. De 2017 para 2018, as Regiões Norte, Sudeste e Sul tiveram variação positiva desse indicador, enquanto nas Regiões Nordeste e Centro-Oeste houve retração do índice. De 2015 a 2018, a trajetória ascendente do indicador foi mais acentuada nas Regiões Norte (de 0,490 para 0,517) e Sudeste (de 0,483 para 0,508). 

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