Daniella Marques assume presidência da Caixa Econômica na terça-feira (5)

Economista foi nomeada ao cargo após Pedro Guimarães pedir demissão em meio a denúncias de assédio sexual e moral

Escrito por Diário do Nordeste e Agência Brasil,

Negócios
Daniella Marques
Legenda: Elé apontada como braço-direito do ministro da Economia, Paulo Guedes
Foto: Agência Brasil

A economista Daniella Marques Consentino assinou o termo de posse, nessa sexta-feira (1º), após ter o nome aprovado pelo Comitê de Elegibilidade da Caixa Econômica Federal. Ela assume oficialmente o cargo de presidente do banco estatal na próxima terça-feira (5), em cerimônia oficial realizada no Palácio do Planalto, Brasília.

Ela era secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia e substituirá Pedro Guimarães. Ele pediu demissão, na última quarta-feira (29), após denúncias de assédio sexual e moral, que estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Trabalho. O ex-presidente negou as acusações na carta de renúncia.

Quem é Daniella Marques?

Daniella era titular da Secretaria de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. Conforme o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, ela atua como "braço-direito" de Paulo Guedes, ministro da Economia, que a convidou inicialmente para ser sua assessora especial.

A economista se envolvia em negociações no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto a pedido de Guedes. 

Com formação em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), a nova presidente da Caixa tem MBA em Finanças pelo Ibmec e uma carreira no mercado financeiro. Foi diretora-executiva da Oren Investimentos e diretora de Risco e Compliance, sócia e gestora de Renda Variável da Mercatto Investimentos. Antes de entrar no governo, foi sócia do ministro Guedes na Bozano Investimentos, onde foi diretora de Compliance e Operações e Financeiras.

Acusações contra Pedro Guimarães 

Pedro Guimarães passou a ser investigado pelo MPF após ser acusado por pelo menos cinco funcionárias de assédio sexual. As vítimas relataram toques indevidos, "brincadeiras" desrespeitosas praticados por ele durante compromissos de trabalho e convite para reuniões privadas e viagens.

Segundo a denúncia, Guimarães tinha um  "conceito deturpado de meritocracia", que acreditava ser possível garantir ascensão na carreira para as funcionárias que aceitassem as investidas.

Uma das vítimas relatou ter sido tocada nas nádegas. "Nunca precisei disso na minha vida para ganhar cargo. Prefiro até não ter cargo, mas nunca precisei disso", disse.

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