CSP: certificação impulsionará vendas às montadoras dos EUA

Empresa foi aprovada nas auditorias para as certificações International Automotive Task Force (IATF) e ISO 9001, que garantem aptidão a fornecer aço para o setor automotivo e a qualidade do sistema de gestão

Legenda: Com nova certificação, CSP deverá aumentar as vendas para os mercados automotivos no Brasil e nos EUA
Foto: Helene Santos

A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) foi aprovada nas auditorias para as certificações International Automotive Task Force (IATF) e ISO 9001, que garantem, respectivamente, que a empresa está apta a fornecer aço para o setor automotivo e que o sistema de gestão dela é de qualidade. De acordo com a CSP, os títulos impulsionarão as vendas no mercado automotivo nacional e um maior acesso ao internacional, especialmente às montadoras nos Estados Unidos. A siderúrgica ainda projetou a entrada em outros mercados, de maior valor agregado.

Apesar da perspectiva otimista relacionada à abertura de um novo mercado (norte-americano), a CSP, contudo, não deu mais detalhes sobre a previsão de ganhos financeiros. "A certificação IATF nos credenciará a ingressar em um mercado de maior valor agregado. A CSP não comenta detalhes financeiros", disse a siderúrgica em nota.

"A certificação impulsionará ambos os mercados: nacional e internacional. O IATF nos credita maior acesso ao mercado automotivo global, em especial, às montadoras norte-americanas. E como efeito indireto positivo, ela também aumenta a credibilidade do aço da CSP para vender para outros mercados de maior valor agregado", completa a nota.

Para Ricard Pereira, diretor do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico no Estado do Ceará (Simec), o certificado deve gerar um aumento das vendas da CSP, já que a empresa "subiu alguns degraus no conceito internacional". Para ele, os títulos recebidos abrem uma oportunidade para o Ceará ter uma laminadora para produzir chapas de aço ao setor automotivo - desejo antigo dos que trabalham na área. Na visão do diretor do Simec, a chegada de uma laminadora daria um incremento significativo ao Produto Interno Bruto (PIB) local. "Ouso a falar que multiplicaria por três ou quatro vezes", estima.

Polo metalmecânico

Conforme o economista e consultor internacional, Alcântara Macêdo, o Ceará está qualificando o mercado para construir um polo metalmecânico ao "criar raízes fortes de sustentação no setor industrial" com os demais países e fincando a produção de matérias-primas no Estado. "Faltam alguns ingredientes, que vão se formando ao decorrer do tempo, mas avançamos bem", afirma.

Para ele, o Governo está certo em procurar empresas privadas para investirem na economia, mas há a necessidade de trabalhar nos dois sentidos: trazer uma montadora e uma laminadora ao mesmo tempo para que o custo de produção de ambas seja reduzido pela demanda. "Isso é matemática. É importante termos uma indústria representativa. Uma vai produzir matéria-prima e dará viabilidade a outra. É preciso dialogar com as empresas e atraí-las para cá", diz o consultor.

Investimentos privados

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Maia Júnior, o Ceará busca atrair investimentos privados para o setor de metalmecânica e está discutindo com montadoras, entre elas a Toyota, para que elas tragam um centro de distribuição ao Estado. Para ele, ainda não há um nível suficiente de demanda de automóveis no Ceará para que a CSP monte um laminadora. "O volume de aquisição é atendido pela demanda existente, e nós buscamos fortalecer o aumento dela aqui no Estado", pontua.

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