Com retomada, procura por imóveis cresce de 20% a 40% em Fortaleza, mas ainda é tímida

Setor viu paralisia quase total durante período do isolamento e agora começa a sentir aumento da demanda

Legenda: Setor imobiliário se recupera lentamente da crise
Foto: Foto: Kid Junior

Com a retomada das atividades econômicas no Ceará, o setor imobiliário começa a dar pequenos sinais de retorno. A previsão inicial era que, neste ano, o segmento  tivesse um faturamento de  R$ 3 bilhões no Estado, mas com a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, a projeção é que fique entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões, segundo projeção do presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-CE), Tibério Benevides.

Conforme pesquisa direta realizada pelo Sistema Verdes Mares, com cinco imobiliárias de Fortaleza, a busca por imóveis na Capital, durante o período de isolamento social, foi praticamente nula. Com a retomada, a procura ainda é tímida, mas já representa aumento em torno de 20% a 40% em relação ao período do isolamento. 

De acordo com Guilherme Campos, corretor de imóveis, durante o período de isolamento social houve uma "paralisação total no setor", desde as visitas aos locais até as construtoras.

"Nesses três meses, houve uma paralisação no setor. Os proprietários dos imóveis se restringiram, evitando as visitas dos clientes, os próprios condomínios também criaram restrições às visitas, principalmente nas áreas comuns, e os próprios clientes também evitaram de fazer visitas", relata.

"Além disso, as construtoras também paralisaram obras, o stand de vendas, o mercado ficou parado", lamenta o corretor.

Campos relata que mantém perspectivas positivas para esse período, já que as ligações começaram a retornar e os corretores já têm acesso aos condomínios. Mesmo assim, o volume de atendimentos ainda é inferior ao que se tinha antes da pandemia.

Recuperação   

Na perspectiva do corretor de imóveis Alexandre Parente, mesmo com o retorno da procura, o volume de consultas por imóveis e locações ainda está muito distante do que se tinha antes da pandemia. Além disso, ele ressalta que o setor já estava em um mal momento, mesmo antes da chegada do novo coronavírus.

"A gente veio do ano passado que não foi tão bom assim, mas no final do ano já deu um certo avanço. A gente tinha uma grande expectativa para esse ano, mas ele não veio como a gente esperava. Nós tivemos uma crescente no segundo semestre do ano passado e, essa crescente não se verificou no começo deste ano, houve foi um retrocesso,  então veio a pandemia e deixou nulo a procura de imóveis", relata. 

Na avaliação do presidente do Creci-CE, com a queda da taxa de juros, as vendas de imóveis irão acelerar. " A Selic baixou mais e a previsão é que tenhamos, ainda neste ano, juros negativos. As vendas de imóveis irão acelerar tanto para moradia como para investimento", analisa.