Cidades da Região Norte devem ter recomendação de lockdown, indica secretário

A recomendação será feita pelo Governo do Estado às prefeituras diante do aumento no número de casos no Interior

Legenda: "A Região Norte, por exemplo, apresenta um aumento bastante preocupante e, portanto, nessa, provavelmente teremos uma situação de maior restrição", afirmou.
Foto: Helene Santos

O Governo do Estado deve recomendar a adoção do isolamento social rígido - semelhante ao lockdown aplicado em Fortaleza - a municípios da Região Norte do Ceará. Conforme o secretário chefe da Casa Civil, Élcio Batista, a localidade é uma das que tem apresentado aumento dos índices de saúde relacionados ao novo coronavírus.

Em entrevista exclusiva na manhã desta sexta-feira (29), Batista lembrou que o governador Camilo Santana tem se reunido virtualmente com prefeitos e secretários municipais de cada região para avaliar os diferentes cenários de contaminação no Estado.

"Em acordo com os prefeitos, iremos aumentar a restrição em alguns lugares, dado o crescimento da curva de contágio. A Região Norte, por exemplo, apresenta um aumento bastante preocupante e, portanto, nessa, provavelmente teremos uma situação de maior restrição", afirmou.

Durante transmissão nas redes sociais nesta quinta-feira (28), Santana já havia anunciado a intenção de recomendar o isolamento social mais rígido a alguns municípios. 

A lista dos municípios aos quais o Estado irá recomendar o lockdown estará no decreto estadual a ser publicado ainda nesta sexta (29).

Rede de saúde

O titular da Casa Civil ainda ressaltou as ações relacionadas a saúde adotadas para o atendimento de pacientes com Covid-19 no Interior do Estado. Segundo ele, nos últimos 60 dias, o número de leitos de UTIs em alguns hospitais regionais mais do que dobrou, como é o caso do Hospital Regional do Cariri e da Região Norte. Ainda foram expandidos leitos no Hospital Regional do Sertão Central, onde também há um hospital de campanha, e nos hospitais polos de municípios como Icpo, Crateús e Iguatu.

"No Interior, a gente está fazendo um trabalho permanente com os municípios e com as autoridades sanitárias locais para que eles atuem também na prevenção, na atenção básica, visitando as pessoas e iniciando o tratamento na medida em que eles tenham a confirmação de sintomas na casa das pessoas. Isso talvez ajude bastante que a gente reduza o número de pessoas que vão demandar assistência especializada dentro de centros de terapia intensiva", ressaltou.