BNDES realiza estudos para concessão do sistema metroviário do CE

Nesta semana, representantes dos dois órgãos estiveram reunidos para discutir um estudo técnico com o objetivo de verificar a viabilidade de uma futura concessão do sistema metroviário cearense

Escrito por Redação, negocios@svm.com.br

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Legenda: Segundo a Seinfra, até o momento foram investidos R$ 89 milhões nas intervenções - período de 2019 e os primeiros meses de 2020 - de um total de R$ 1,84 bilhão.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), juntamente com a Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), está realizando estudo técnico para verificar a viabilidade de uma futura concessão do sistema metroviário. Nesta semana, representantes da Secretaria e do Banco se reuniram por dois dias para discutir o modelo. Composto por quatro linhas metropolitanas e duas no interior do Estado, o sistema conta hoje com 81,9 quilômetros em operação.

De acordo com a Seinfra, ainda não há um prazo para a concessão ocorrer, porque a discussão com o BNDES ainda é inicial. No fim de 2017, foi lançada uma Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) que antecede a Parceria Público-Privada (PPP) para concessão do sistema. Os termos do documento resultaram em uma carta-proposta preparatória para uma segunda PMI, ainda sem prazo.

A PMI é um chamamento oficial destinado às empresas interessadas em elaborar estudos para embasar a PPP do Metrofor. Por meio dela, as que forem autorizadas fornecerão relatórios que servirão de base para a PPP, garantindo que o certame esteja dentro dos interesses do atendimento ao público do transporte.

O secretário da Infraestrutura, Lúcio Gomes, participou dos encontros e apresentou as projeções do sistema em dois cenários, um para 2022 e outro para 2042, numa perspectiva de concessão.

"Nós, a Seinfra e o Metrofor, que opera as linhas no Estado, consideramos os principais investimentos esperados dessa possível concessão. Isso incluiria desde a modernização de linhas, até implantação de mais trechos em Fortaleza", disse o secretário.

Na Região Metropolitana, a estimativa é que entrem no pacote o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) Parangaba-Mucuripe e as Linhas Sul, Oeste e Leste, sendo que esta última ainda está em construção. No interior, também podem fazer parte da concessão as Linhas Norte e Sul do VLT de Sobral e o VLT do Cariri.

Linha Leste

Enquanto não ocorre a concessão do sistema metroviário, as obras da Linha Leste do Metrofor seguem na Capital. Segundo a Seinfra, até o momento foram investidos R$ 89 milhões nas intervenções - período de 2019 e os primeiros meses de 2020 - de um total de R$ 1,84 bilhão.

"Está disponível R$ 1 bilhão do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 660 milhões do Governo Federal e R$ 186 milhões do Tesouro Estadual. Atualmente, 700 colaboradores trabalham na obra. A previsão é que a linha seja concluída até o fim de 2022", informa a Pasta em nota.

De acordo com a Seinfra, as obras avançam no Centro e na Aldeota. "No canteiro principal, no Centro de Fortaleza, estão sendo realizadas as escavações do trecho onde será construída a Estação Chico da Silva da Linha Leste, a primeira subterrânea da nova linha. Também, já foram iniciados os trabalhos das tuneladoras. Um poço de ventilação também está sendo construído na Praça da Estação".

A Pasta diz ainda que na Aldeota estão em andamento as construções das Estações Colégio Militar e Nunes Valente. A primeira será subterrânea e terá três pavimentos: bilheteria, mezanino e plataforma de embarque de passageiros.

Esse trecho havia sido fechado para obras em agosto de 2014, porém os serviços foram paralisados no início de 2015. Nesse período, foram removidas interferências como redes de abastecimento de água e esgoto. O trecho que está sendo executado irá ligar o Centro de Fortaleza ao bairro Papicu, com uma estação de superfície (Tirol-Moura Brasil) e outras quatro subterrâneas (Chico da Silva, Colégio Militar, Nunes Valente e Papicu).

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