Bancos Centrais não podem impulsionar crescimento global sozinhos, diz presidente do RBA

Glenn Stevens, presidente do RBA, pediu que governos utilizem outras políticas para ajudar suas economias

Escrito por Estadão Conteúdo,

Negócios

Os Bancos Centrais do mundo não conseguirão, sozinhos, impulsionar o crescimento global, afirmou hoje Glenn Stevens, presidente do Banco da Reserva da Austrália (RBA, na sigla em inglês). Ele pediu que governos utilizem outras políticas para ajudar suas economias.

Apesar das críticas, o dirigente australiano não defendeu medidas mais radicais para impulsionar a economia, como o "helicóptero de dinheiro", afirmando que muitos governos ainda têm espaço para investimentos convencionais em infraestrutura.

"Chegamos a um momento em que as políticas precisam ir além do que fazem os BCs", disse, acrescentando que "helicópteros de dinheiro não são necessários."

Os comentários de Stevens acontecem em meio a debate sobre quais outras medidas os bancos centrais em todo mundo podem fazer para estimular o crescimento. O chamado "helicóptero de dinheiro" evolve pagamentos diretos para indivíduos feitos pelo Banco Central. O termo foi cunhado pelo economista Milton Friedman.

O dirigente lembrou que medidas como relaxamento monetário (QE, na sigla em inglês) "sempre têm capacidade limitada para acelerar a economia", e que juros ultra baixos estavam prejudicando poupadores, uma tendência que pode ter repercussões para a indústria de pensões.

"As promessas implícitas feitas sobre a aposentadorias estão ameaçadas", disse. "Essas questões apenas crescem com o passar do anos." Fonte: Dow Jones Newswires.