Aumento do preço da carne na RMF é o maior para novembro em sete anos

De acordo com o IBGE, o valor da proteína subiu 6,56% em novembro na Grande Fortaleza

Legenda: A alta no preço das carnes perdeu força em janeiro, mas o item ainda foi o principal fator de pressão dentro da inflação medida pelo IPCA-15
Foto: Foto: Arquivo

Com o aumento das exportações de carnes pela China, parte da produção brasileira foi absorvida e o preço está mais elevado no mercado interno. Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em novembro, o preço da carne registrou um aumento de 6,56%, o maior índice para os meses de novembro dos últimos sete anos, segundo dados da pesquisa Índice do Consumidor Amplo (IPCA), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (6).

O contrafilé e a alcatra foram os cortes mais inflacionados no mês, com taxas de 9,13% e 9,2%, respectivamente. Além deles, outros cortes também tiveram acréscimos como: costela (7,46%), patinho (7,10%), peito (6,78%) e acém (6,17%). O fígado (5,84%)  e carne do sol (2,29%) também tiveram maiores taxas. Em contrapartida, a carne de porco apresentou uma taxa menor de inflação em novembro ante outubro, saindo de 4,88% para 2,04%.

A proteína também foi a responsável por elevar o preço da cesta básica em Fortaleza, com um acréscimo de 7,62% no valor, segundo o  levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).O preço médio da carne subiu R$ 8,46 em novembro frente a outubro, quando 4,5 kg da proteína custava R$ 111,06 em média. 

Outras proteínas

De acordo com o IBGE, outras fontes de proteína como frango, peixes e ovos não tiveram grandes aumentos em suas taxas de inflação em novembro. O frango em pedaços, por exemplo, sofreu um leve aumento de 0,89%, já o frango inteiro apontou uma deflação de 0,25%. Os ovos de galinha teve uma variação negativa de 0,53%.

Em relação aos pescados, as variedades de peixes pesquisadas pelo IBGE na RMF apontaram queda de 3,72% no mês, com destaque para a tilápia teve um recuo de 4,19%, seguido de salmão (3,72%), cavala (2,45%) e serra (1,93%).

Entre os itens industrializados, o presunto foi o único item que teve alta, com taxa de 1,89%. Já a linguiça e a mortadela tiveram deflação,de 2,99% e 1,30%, respectivamente.

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