Washington restringe viagens de norte-americanos a Cuba

Viagens em grupo para a ilha são proibidas. Autorizações para cruzeiros, iates e jatos também são canceladas

Legenda: Praça da Revolução é um dos cartões-postais da capital Havana
Foto: Foto: Reuters

O Governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou, ontem, as sanções impostas contra Cuba, proibindo viagens educativas em grupo e cancelando as autorizações para embarcações recreativas e de passageiros, inclusive cruzeiros e iates, assim como para aviões particulares.

"Cuba continua a desempenhar um papel desestabilizador no Hemisfério Ocidental, fornecendo uma plataforma comunista na região e apoiando adversários americanos em lugares como Venezuela e Nicarágua, ao fomentar a instabilidade, minar o estado de direito e suprimir processos democráticos", declarou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, ao anunciar as medidas de restrição.

"Este Governo tomou uma decisão estratégica para reverter o relaxamento das sanções e outras restrições ao regime cubano. Essas ações vão ajudar a manter os dólares americanos fora do alcance dos serviços militares, de inteligência e de segurança cubanos".

Os EUA aplicam desde 1962 um bloqueio econômico contra Cuba, a fim de forçar uma mudança de regime. Desde a chegada de Trump ao poder, o Governo tem reforçado as medidas contra a ilha, apagando a aproximação conduzida por seu predecessor, o democrata Barack Obama.

Venezuela

O fim das viagens educacionais em grupo será, provavelmente, um duro golpe para o turismo americano na ilha, que decolou com as iniciativas tomadas por Obama.

O projeto do Tesouro proíbe as chamadas "viagens educacionais coletivas".

Esse mecanismo permitia que agências de viagens organizassem "grupos educacionais", reunindo turistas americanos que, durante visita a Cuba, passavam algum tempo com cubanos.

Após sua posse em janeiro de 2017, prometendo reverter o degelo de Obama com Cuba, Trump proibiu visitas individuais e limitou as interações comerciais com o país.

O Governo de Washington acusa Cuba de apoiar o Governo venezuelano do presidente Nicolás Maduro.


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