Voto dos jovens pode decidir eleição presidencial americana

Eleitores com menos de 30 anos, se forem às urnas, podem definir pleito

Legenda: Os jovens representam mais de 20% do eleitorado americano. Sondagem aponta que 60% deles garantem que vão votar no democrata Joe Biden, adversário do presidente republicano Donald Trump
Foto: AFP

A maioria dos americanos abaixo de 30 anos não vota. Neste ano, porém, em uma eleição crucial entre dois septuagenários, especialistas antecipam que um número recorde irá às urnas no próximo dia 3 de novembro, um movimento que pode inclinar a balança a favor dos democratas em estados indecisos como Pensilvânia, Michigan e Arizona. Com universidades fechadas e milhões de pessoas confinadas devido ao coronavírus, campanhas virtuais buscam mobilizar estes jovens que representam mais de 20% do eleitorado.

Nesse caminho, entra a ajuda de celebridades e de "influencers" com milhões de seguidores, dancinhas no TikTok, videogames, além de ligações, conversas pelo Zoom e mensagens por torpedos e aplicativos diversos.

Menos da metade dos americanos entre 18 e 29 anos votou na eleição presidencial de 2016. "Temos o voto de maior impacto nos EUA, mas muitos não sabem disso. Acham que sua voz não importa", disse Caitlin Upkong, uma estudante do Michigan de 19 anos que votará este ano pela primeira vez e milita no Projeto Novos Eleitores, presente em 100 campi universitários.

Bandeiras progressistas

Segundo uma última pesquisa nacional da Harvard Youth Poll, 63% dos americanos de 18 a 29 anos dizem que votarão nesta eleição, contra 47% há quatro anos.

Ainda conforme a mesma sondagem, 60% dos jovens garantem que vão votar no democrata Joe Biden, de 77, rival do presidente republicano Donald Trump, de 74.

Como a maioria dos jovens se identifica com bandeiras progressistas, como controle de armas, ou luta contra a mudança climática, os democratas em geral dedicam mais esforços para obter seu voto do que os republicanos. "Temos tanto poder nesta eleição. Os jovens já estão votando a taxas mais altas do que nunca visto", comemora Larissa Sweitzer, 27, diretora da organização progressista NextGen America, na Pensilvânia, referindo-se ao voto antecipado.

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