Sete mortos e dezenas de desaparecidos em desabamento de prédio no Camboja

Camboja, um dos países mais pobres do sudeste da Ásia, tem regulamentos pouco severos sobre a segurança na construção

Legenda: O prédio de sete andares estava 80% construído antes do desabamento, no acidente mais mortal do tipo no Camboja nos últimos anos
Foto: FOTO: Divulgação/Facebook

Ao menos sete pessoas morreram e várias outras estão sob os escombros de um prédio que desabou no Camboja na manhã deste sábado (22), informaram as autoridades locais. O prédio de sete andares, propriedade de uma empresa chinesa e situado na localidade costeira de Sihanoukville, caiu quando havia dezenas de trabalhadores em seu interior.

Quatro pessoas foram detidas no âmbito da investigação do acidente, incluindo o proprietário chinês do edifício, o chefe da empresa de construção e da empreiteira. Um proprietário de terras cambojano também foi detido na sede da província para interrogatório.

O prédio de sete andares estava 80% construído antes do desabamento, no acidente mais mortal do tipo no Camboja nos últimos anos. "Agora, o número de mortos no colapso do prédio é de sete pessoas", disse o chefe de polícia de Sihanoukville, Thul Phorsda. O balanço inicial indicava três mortes.

As autoridades não estão cientes do número exato de desaparecidos, mas poderiam ser dezenas, disseram. Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas, várias delas em estado crítico, e pelo menos três dos mortos eram cambojanos, incluindo dois operários e um tradutor.

O ministro da Informação, Khieu Kanharith, escreveu no Facebook que sob os escombros podem estar até "30 pessoas". De acordo com o governador de Preah Sihanouk, Yun Min, 50 pessoas trabalhavam na construção.

Imagens publicadas na Web mostram máquinas escavadoras removendo os escombros em busca dos desaparecidos. Equipes de resgate procuravam vítimas entre os escombros de concreto, madeira e metal retorcido. 

Enquanto os médicos tratavam um homem ferido no local, muitas pessoas preocupadas começaram a se aproximar do local do acidente. Dezenas de soldados e policiais se juntaram à busca de sobreviventes.

"As equipes continuam buscando mais vítimas", informou em um comunicado uma autoridade local, acrescentando que uma investigação sobre o acidente havia começado.

O edifício pertencia a um cidadão chinês que pagava pelo aluguel do terreno a um proprietário cambojano. A construtora e a empreiteira também são de propriedade chinesa.

Sihanoukville era uma tranquila comunidade de pescadores até a chegada de mochileiros ocidentais, que foram seguidos por ricos turistas russos.

Nos últimos anos, a cidade conhecida por seus cassinos recebeu muitos investimentos chineses, o que deflagrou uma explosão imobiliária.

Atualmente, há 50 cassinos de cidadãos chineses e dezenas de complexos hoteleiros em construção. Camboja, um dos países mais pobres do sudeste da Ásia, tem regulamentos pouco severos sobre a segurança na construção.

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