Saudita é detido após ataque contra guarda do consulado francês em Jidá

O guarda foi levado a um hospital e não corre risco de vida, conforme a embaixada

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Legenda: Saudita foi preso após ferir guarda com faca no no consulado francês em Jidá
Foto: Mohammed Ahmed / AFP

Um saudita feriu um guarda em um ataque com faca no consulado francês em Jidá, na Arábia Saudita, nesta quinta-feira (29), após o qual foi imediatamente detido, informaram a mídia estatal e a embaixada francesa. 

"O atacante foi detido pelas forças de segurança sauditas imediatamente após o ataque. O guarda foi levado ao hospital e sua vida não está em perigo", disse a embaixada em um comunicado.

Também nesta quinta-feira, um homem armado com uma faca atacou várias pessoas na saída da igreja de Notre-Dame, em Nice, na França. De acordo com a imprensa francesa, pelo menos três pessoas morreram no ataque, duas delas dentro da igreja. Autoridades francesas falam em atentado terrorista.

A polícia da província de Meca, onde Jida está localizada, disse que o agressor era saudita, mas não especificou a nacionalidade do guarda, que teria sofrido ferimentos leves. 

A embaixada da França em Riad condenou veementemente o ataque e instou seus cidadãos na Arábia Saudita a exercerem "máxima vigilância". 

Nem as autoridades sauditas nem a embaixada francesa mencionaram os motivos do ataque. No entanto, isso ocorre em meio à crescente raiva no Oriente Médio pelas declarações do presidente francês Emmanuel Macron de que seu país não "renunciará às charges" retratando o profeta Maomé, o que desencadeou um boicote a produtos franceses no mundo árabe.

Nesta quinta-feira (29), os muçulmanos de todo o mundo celebram o nascimento do profeta Maomé.

Histórico de ataques

Este é o segundo ataque com faca registrado em Paris neste ano. O primeiro ocorreu no mês passado, em uma região próxima à redação da revista satírica Charlie Hebdo, onde, em 2015, um massacre deixou 12 jornalistas mortos e 11 feridos.

Desde 2015, a França sofre com sucessivos atentados. Além do ataque à revista Charlie Hebdo, em novembro do mesmo ano, a casa de shows Bataclan, em Paris, foi alvo de um atentado terrorista com cerca de 90 mortos. A ação aconteceu simultaneamente a outros atentados na capital da França, dentre eles explosões nas proximidades de um estádio onde ocorria um jogo entre as seleções francesa e alemã. O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria dos massacres, que totalizaram 130 vítimas.

A cidade de Nice também já foi alvo de um atentado, em 2016. Dezenas de pessoas morreram atropeladas por um caminhão enquanto celebravam o Dia da Bastilha

Em 2018, três pessoas foram vítimas de um ataque terrorista a um supermercado no sul da França, mais uma vez reivindicado pelo EI. 

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