Resultados parciais dão vitória apertada a Netanyahu em Israel

O Likud, partido do atual premiê, aparece com com 65 das 120 cadeiras do Parlamento após apuração de 97% das urnas

Legenda: Binyamin Netanyahu está sendo reconduzido à cadeira de premiê para seu quinto mandato
Foto: Foto: Thomas Coex / AFP

A coalizão comandada pelo partido de direita Likud, do premiê Binyamin Netanyahu, apareceu com com 65 das 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento em Jerusalém, após apuração de 97% das urnas na madrugada desta quarta (10).

Já a coalizão ligada ao centrista Azul e Branco, do ex-chefe do Exército Benny Gantz, obtinha 55 assentos.

"É uma noite de grande vitória", comemorou Netanyahu, 69. "O bloco direitista liderado pelo Likud obteve uma vitória clara, e agradeço aos cidadãos de Israel por sua confiança."

Com os resultados apertados, entretanto, Gantz também chegou a comemorar uma vitória. "É um dia histórico em Israel. Mais de 1 milhão de pessoas votaram Azul e Branco", celebrou Gantz, 59. "Queremos agradecer a Netanyahu por seu serviço em prol do país e vamos honrar a palavra do eleitor. O maior partido é o que deve montar o governo. Nós somos os vencedores!".

Netanyahu está sendo reconduzido à cadeira de premiê para seu quinto mandato. Isso porque o bloco de partidos de direita conquista mais votos do que os da esquerda.
"É difícil pensar em um cenário em que Gantz consiga montar o próximo governo", disse o analista Yoav Vardi.

Os israelenses terão de esperar que os resultados oficiais finais sejam divulgados, o que pode acontecer entre esta quarta (10) e sexta (12).

Então, caberá ao presidente de Israel, Reuven Rivlin, convocar os líderes dos partidos que conseguiram cadeiras no Parlamento para o tradicional processo democrático do país.

Por esse sistema, os líderes indicam quem gostariam de ver como próximo premiê.

A partir das indicações, o presidente chama o líder e dá um prazo de 60 dias para ele costurar uma coalizão com pelo menos 61 cadeiras.

Caso mais partidos indiquem Netanyahu, pode ser que Rivlin dê a ele o direito de tentar formar uma coalizão primeiro.

Segundo dados da Central Eleitoral de Israel, 67,9% dos 6,3 milhões de eleitores israelenses votaram, percentual menor do que 2015 (71,8%).

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