Relembre doenças que assustaram o mundo nos últimos séculos

De tuberculose à gripe suína, lembre quais foram os grandes surtos de infecções

Legenda: Pacientes do coronavírus em isolamento na China
Foto: Governo da China

A epidemia de Covid-19, conhecido como coronavírus, já atingiu mais de 35 países, deixando pelo menos 2.800 mortos em todo o mundo. Além disso, cerca de 80 mil pessoas foram infectadas pela epidemia em vários continentes desde o primeiro relato, em 31 de dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na China. 

Apesar da abrangência, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que ainda é cedo para nos preocuparmos com uma pandemia, apesar de nações estarem sob alerta, inclusive o Brasil.

O Ceará tem cinco casos suspeitos de coronavírus (SARS-CoV-2) em investigação, segundo Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) divulgado nesta quinta-feira (27). São quatro pessoas de Fortaleza e uma de Crateús.

Os números do vírus que surgiu no último dia de 2019, na província chinesa de Hubei, superaram, há semanas, os de algumas das mais letais epidemias do século, como a Síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) e a Síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV). 

Essa não é a primeira vez que o mundo entra em alerta para uma doença. Nos últimos séculos, várias epidemias amedrontaram o mundo e deixaram número de vítimas em grandes proporções. 

Tuberculose

A tuberculose surgiu há mais de 70 mil anos, na África, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. A epidemia da doença infectocontagiosa ocorreu entre 1850 e 1950. A patologia afeta principalmente os pulmões e, em março de 2019 a OMS divulgou que a bactéria matava cerca de 1 bilhão de pessoas por ano no mundo, ainda considerada como uma das infecções que mais matam.  

A doença, que é transmitida por contato com pessoas infectadas, apresenta sintomas como tosse persistente, febre, sudorese e cansaço. Como o novo coronavírus, ambientes infectados e pouco ventilados favorecem o contágio. Além dos pulmões, pode acometer órgãos como os rins. O tratamento é feito com antibióticos que, no Brasil, são distribuídos gratuitamente

Varíola

Durante o surto mundial da varíola, de 1896 até 1978, cerca de 300 milhões de vítimas vieram a óbito. Causada pelo vírus Orthopoxvírus variolae, provocava febre alta, mal-estar, erupções vermelhas no corpo e coceira. Com a vacina, foi possível erradicar a doença em 1980. Até hoje, sua origem é desconhecida. 

Febre amarela

O flavivírus, que tem uma versão urbana e outra silvestre, teve procedência no Brasil, mas já foi causador de grandes epidemias na África e nas Américas. Matou 30 mil pessoas na Etiópia entre 1960 e 1962. Transmitida pela picada do Aedes aegypti, a patologia desencadeia sintomas como febre alta, mal-estar, vômitos e diarréia. 

Mesmo com a vacina, que pode ser aplicada em crianças a partir de um ano, a febre amarela ainda assola regiões como a América do Sul e a África. 777 casos e 261 mortes foram confirmadas no Brasil em 2017. 

AIDS

A doença, causada pelo vírus HIV, foi diagnosticada em 1981, nos Estados Unidos. Logo foi considerada uma epidemia pela OMS. O vírus, que é propagado através do contato sexual ou pelo sangue infectado, atinge o sistema imunológico, deixando o organismo suscetível a outros tipos de doenças. 

Os soropositivos são tratados com coquetéis de remédios - aqui no Brasil, são distribuídos de forma gratuita -, mas não há cura para a doença. Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas HIV/Aids (Unaids), a epidemia já matou 49 milhões dos 79 milhões infectados desde a década de 1980. 

Malária 

Provinda de protozoários infectados da fêmea do mosquito Anopheles, a malária pode ser contraída por qualquer pessoa. Os sintomas mais comuns são febre, fadiga, vômitos e dores de cabeça. Considerada pela OMS a pior doença tropical, a doença ainda faz milhões de vítimas todos os anos. A origem estaria em um parasita encontrado em chimpanzés na África equatorial.

Ebola

O vírus do Ebola foi identificado, pela primeira vez, no ano de 1976, em decorrência de surtos simultâneos no Sudão na República Democrática do Congo, em uma região próxima ao rio que dá nome à doença. Segundo o Ministério da Saúde, também correm o risco de serem infectados primatas não-humanos, como macacos, gorilas e chimpanzés.

De fácil propagação, a doença viral voltou a assustar o continente em 2013, quando uma nova epidemia se espalhou pela África Ocidental, matando mais de 11 mil pessoas, segundo balanço divulgado pela OMS em 2015. O surto mais grave da epidemia matou mais de 2 mil pessoas na República Democrática do Congo, entre agosto de 2018 e agosto de 2019. 

Apesar da alta taxa de letalidade (pode chegar até 90%), o vírus só pode ser transmitido com um contato muito próximo com uma pessoa infectada, por meio de fluidos corporais. Por esse motivo, cientistas acreditam que a doença dificilmente atingiria outros continentes.

Gripe Suína 

A H1N1 foi declarada uma pandemia pela OMS em 2009, matando mais de 2 mil pessoas apenas no Brasil e contabilizando mais de 26 mil casos em todo o mundo. Vários tipos de vírus influenza podem levar à contaminação e têm sintomas parecidos com o da gripe comum: tosse, dor de garganta, calafrios e dores no corpo. 

Recebe esse nome porque muitos de seus genes eram parecidos aos dos vírus que afetavam porcos na América do Norte. A gripe tem, até hoje, origem incerta. 

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