Provável La Niña não diminuirá temperaturas em 2020, diz ONU

Organização Meteorológica Mundial vê 60% de probabilidade de que ocorra um fenômeno pouco acentuado

Calor em Nova York, no parque Flushing Meadow Corona Park, no Queens ;AFP People enjoy refreshing water of a fountain in the Unisphere fountain at Flushing Meadow Corona Park in the borough of Queens on July 21, 2019 in New York City. - The US is sweating through a weekend of extremely hot weather, with major cities including New York and Washington bracing for temperatures close to or exceeding 100 degrees Fahrenheit (38 degrees Celsius). (Photo by Johannes EISELE / AFP)
Legenda: Agência da ONU confirma ocorrência de La Niña, mas temperaturas não devem dar trégua; nova-iorquinos se refrescam da onda de calor na fonte do globo Unisfera, no parque Flushing Meadow Corona Park, no Queens
Foto: AFP

Temperaturas acima da média predominarão nos próximos meses, apesar da provável chegada do fenômeno climático La Niña, que geralmente provoca uma queda da temperatura em todo planeta, disse a ONU nesta quinta-feira (27).

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência da ONU, há 60% de probabilidade de que ocorra um fenômeno La Niña pouco acentuado.

Mas, "mesmo se ocorrer [...], o frio que provocará não será suficiente para neutralizar o impacto das mudanças climáticas causadas pela atividade humana", disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, em um comunicado.

Ele também alertou que "2020 está caminhando para se tornar um dos anos mais quentes já registrados".

"Observamos vários fenômenos meteorológicos extremos que vão desde os incêndios florestais e temperaturas muito elevadas até as ondas de calor marinhas e inundações devastadoras", acrescentou.

Este aquecimento global "se deve em grande parte mais aos gases de efeito estufa do que aos fatores climáticos naturais", destacou.

La Niña se caracteriza por águas excepcionalmente frias no centro e no leste da área equatorial do Oceano Pacífico, enquanto seu oposto, El Niño, é marcado por temperaturas acima da média.

Os dois fenômenos alteram os regimes de circulação oceânica e atmosférica em grande escala e têm grandes impactos sobre o tempo e o clima em diversas regiões do planeta.

Em geral, El Niño tende a aumentar a temperatura do globo, enquanto La Niña causa o efeito oposto.

Os impactos de La Niña no clima mundial nunca são exatamente os mesmos: dependem da intensidade do episódio, da época do ano e de outros fatores climáticos.

Desse modo, a OMM espera para o período de setembro a novembro altas probabilidades de chuvas sazonais abaixo do normal no Chifre da África e no sul da África, no oeste e sudeste do Pacífico, bem como no centro da América do Norte.

Em contraste, é muito provável que as chuvas estejam acima do normal no sul e no sudeste da Ásia e em certas regiões da Austrália.

O último episódio de La Niña, que foi de curta duração e intensidade de baixa a moderada, aconteceu de novembro de 2017 a abril de 2018.

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