Prefeito de Nova York estende toque de recolher até domingo devido a roubos

O toque de recolher foi imposto já na segunda-feira, das 23h às 5h, mas não foi respeitado por algumas pessoas

Legenda: Segundo Bill de Blasio, a partir de hoje, o toque de recolher começará mais cedo, às 20h, e terminará às 5h
Foto: AFP

A cidade de Nova York manterá o toque de recolher até domingo (7) devido aos diversos roubos de comércios em meio aos protestos contra o racismo e a brutalidade policial após a morte de um homem negro pelas mãos de policiais brancos, anunciou o prefeito Bill de Blasio nesta terça-feira (2). 

O toque de recolher foi imposto já na segunda-feira das 23h às 5h, mas não foi respeitado por algumas pessoas que roubaram comércios por toda a cidade, incluindo no coração de Manhattan e na Quinta Avenida.

A partir de hoje, o toque de recolher começará mais cedo, às 20h, quando ainda estiver claro, e terminará às 5h, afirmou de Blasio.

Majoritariamente pacíficas, as manifestações em todo o país acontecem por causa da morte de George Floyd, um homem negro de 46 anos, pelas mãos de policiais brancos em Minneapolis há uma semana, durante uma prisão pela compra de cigarros com uma suposta nota falsa. 

Porém, pequenos grupos de manifestantes aproveitaram para destruir vitrines de bancos e comércios, além de roubarem lojas luxuosas, principalmente de artigos esportivos e eletrodomésticos. 

O governador Andrew Cuomo disse nesta terça em uma coletiva de imprensa que o prefeito subestimou a situação. 

"Não usaram força policial suficiente" para proteger o comércio, disse Cuomo. "O que aconteceu nesta última noite em Nova York é indesculpável", ressaltou. 

Cuomo quer enviar membros da Guarda Nacional para reforçar a vigilância da cidade, mas isso deve ser solicitado pelo prefeito, que defende que a forma policial nova-iorquina, com 38.000 agentes, é suficiente para controlar a situação. 

"Os roubos devem acabar", insistiu o governador.

Muitas cidades do país decretaram toque de recolher para enfrentar a violência, entre elas Los Angeles, Houston e Washington DC. 

Novas manifestações foram convocadas nesta terça em Nova York, incluindo uma na tarde próximo ao quartel da polícia no sul de Manhattan, junto à ponte do Brooklyn. 


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