Postos são abastecidos sob escolta em meio a greve dos caminhoneiros em Portugal

Profissionais pedem aumentos graduais do salário-base que o elevem para 900 euros em janeiro de 2022

Legenda: Sindicatos em greve acusaram empresas de transporte de pressionar motoristas a desistir do protestos
Foto: AFP

A polícia portuguesa escoltou hoje (12) os primeiros comboios de caminhões-tanque para abastecer centenas postos de gasolina vazios, no início de uma greve de caminhoneiros de transporte de combustível por tempo indefinido. 

Sob escolta policial, os veículos deixaram um importante centro de distribuição de Aveiras, nos arredores de Lisboa. Um piquete de cerca de 30 trabalhadores estacionados no exterior não conseguiu impedi-lo. 

Os sindicatos em greve, que exigem aumentos salariais, acusaram as empresas de transporte de pressionar os motoristas a convencê-los a desistir do protesto e trabalhar além dos serviços mínimos impostos pelo governo.

Antecipando problemas de abastecimento, muitos motoristas encheram o tanque antes do início de uma greve que fez com que o preço do combustível dobrasse seu preço nos últimos dias, segundo o governo português.

Ao meio-dia desta segunda, no horário local, 15% dos cerca de 3.000 postos de gasolina no país estavam completamente secos. 

O Executivo socialista tomou medidas para limitar o impacto do protesto, como declarar "situação de crise de energia" até 21 de agosto, o que permitirá racionar a venda a partir de segunda-feira. 

Legenda: 15% dos cerca de 3.000 postos de gasolina no país estão completamente secos
Foto: AFP

O governo também estabeleceu um dispositivo de serviço mínimo que garante um fornecimento de 50%, 100% nas 400 estações com mais afluxo, bem como nos serviços de emergência, aeroportos e policiais. 

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