Países se blindam contra Covid-19 e já estudam afrouxar restrições

Na Europa e na Ásia, nações que correram para fechar fronteiras e adotar o isolamento social se aproximam da situação de controle da doença e já traçam estratégias para promover um retorno gradual da população à normalidade

Apontado em 1º lugar no ranking mundial de países mais seguros para se viver durante a pandemia do novo coronavírus, devido às medidas adotadas no enfrentamento da Covid-19, Israel já estuda como virar a página da crise e promover o retorno da sua população à normalidade, embora reconheça que as medidas de controle da doença devem perdurar. Assim como Israel, outros países também se preparam para essa nova fase.

Documento da Inteligência israelense vazou, nesta quinta-feira, revelando que a quarentena pode começar a ser relaxada a partir do próximo dia 19. O Conselho Nacional de Segurança analisou, ontem, três propostas de estratégias para essa fase da crise, revelou o prestigiado jornal israelense Haaretz. O confinamento só seria aplicado por idade (como idosos, um relevante grupo de risco), por locais (comunidades ortodoxas ainda têm muitos infectados) ou por turnos do dia.

Assim como o Ceará, Israel possui uma população de cerca de 9 milhões de habitantes. O país hebreu registrava, até ontem, 33 mortes e 6.808 caso de contágio pela Covid-19.

O ranking dos países mais seguros para enfrentar a pandemia foi divulgado, ontem, pela DKG (Deep Knowledge Group), um grupo sediado em Hong Kong com atuação em tecnologias, pesquisas científicas, investimentos, empreendedorismo e filantropia. Para elaborar a lista, foram analisados os dados de 72 países (o Brasil não foi incluído) sobre sua estrutura de Saúde para enfrentar a pandemia.

Famosa pelas condições precárias de vida, a Índia, segundo país mais populoso do mundo, aparece em último lugar no ranking da DKG.

Eslováquia

Na Europa, o afrouxamento da quarentena começou com a Eslováquia, que na última segunda (30) relaxou sua proibição de funcionamento do comércio. A Dinamarca seguiu o exemplo e foi o segundo país a prever uma reversão das medidas de confinamento.

A primeira-ministra do país, Mette Frederiksen, disse que há sinais de que a Dinamarca teve sucesso em conter a transmissão do coronavírus, o que permite planejar a volta gradual das atividades. "Se nós continuarmos a manter distância uns dos outros pelas próximas duas semanas, o governo começará um processo de abertura gradual, suave e controlada da sociedade", disse.

O país escandinavo foi um dos primeiros a reagir depois que a Itália decretou quarentena, em 9 de março. Dois dias depois, o governo dinamarquês proibiu viagens entre seu país e a Itália, e no dia 14, fechou as fronteiras.

Assim como a Dinamarca, a Eslováquia se antecipou na adoção de medidas mais severas de isolamento. O confinamento total foi decretado no dia 12 de março, quando só dez eslovacos tinham o vírus.


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