Número de mortos por Covid-19 no mundo passa de 60 mil

A pandemia teve início há quase três meses na China e agora afeta 188 países e territórios

Legenda: Itália é o País mais atingido pelo coronavírus no mundo
Foto: Foto: Miguel MEDINA / AFP

O novo coronavírus deixou pelo menos 60.457 mortos no mundo desde que apareceu em dezembro, sendo um terço deles na Europa — é o que mostra o balanço feito pela AFP com base em fontes oficiais.

Alguns dados começam a trazer esperança, como na Espanha e na Itália, os dois países com os piores registros de contágio e mortalidade em toda Europa.

Em ambos, observa-se uma queda da chegada de novos doentes aos hospitais. Além disso, a Itália informou ontem que, pela primeira vez desde o início da crise, registrou uma diminuição no número de pacientes em unidades de terapia intensiva.

O Irã também divulgou um recuo no contágio pelo quarto dia consecutivo, após 15 dias de paralisação obrigatória de todas as atividades no País. Com 708 óbitos nas últimas 24h, incluindo um garoto de cinco anos, o Reino Unido relatou dois dias de recordes consecutivos no número de falecimentos, que já passam de 4.300. Desde o início da epidemia, foram registrados 1.130.204 casos de contágio em 188 países, ou territórios. 

Ontem, as Ilhas Malvinas anunciaram seu primeiro caso. Somente na Europa, são 44.132 óbitos e 610.846 doentes. Com 14.681 mortos, a Itália é o País com maior número de óbitos, seguido de Espanha (11.744), Estados Unidos (7.159), França (6.507) e Reino Unido (4.313).

O número de casos atestados como positivo ainda reflete, porém, apenas uma parte da totalidade dos contágios, devido às diferentes políticas estabelecidas em cada país para diagnosticá-los. Alguns países contabilizam apenas as pessoas que tiveram necessidade de internação.

Este balanço foi feito com base em dados dos governos nacionais compilados pelas redações da AFP e com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Uso de máscaras

Durante décadas, imagens de pessoas usando máscaras cirúrgicas nas ruas de países asiáticos era comum para combater, por exemplo, a propagação de uma simples gripe. Agora, a discussão é se o restante da população do planeta deve seguir o exemplo.

O governo americano recomendou na sexta-feira (3) o uso de máscaras como parte do leque de medidas para combater o contágio, junto com o distanciamento social e a higienização constante das mãos. A França já encomendou quase 2 bilhões de máscaras da China. 

“Não há evidências de que usar uma máscara, se estamos bem, possa afetar a propagação da doença. O que importa é a distância entre as pessoas”, destacou, no entanto, o alto funcionário sanitário britânico, Jonathan Van-Tam.

Mas no caso das máscaras, como dos ventiladores e muitos outros equipamentos médicos ou remédios, os países travam uma corrida contra o tempo para conseguir adquirir o suficiente.


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