Nova York fecha escolas em meio ao avanço da 2ª onda de Covid-19

Principal metrópole dos EUA toma medidas para conter disparada de casos. Em outros continentes, doença volta a preocupar autoridades

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Legenda: Prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou, ontem, o fechamento das escolas públicas devido ao aumento de testes positivos para Covid-19
Foto: AFP

A segunda onda de contaminação pelo novo coronavírus avança pelo mundo. Depois de provocar o retorno de medidas de confinamento na Europa e Ásia, o novo pico de infecções volta a preocupar a principal metrópole dos EUA. Ontem, o prefeito de Nova York anunciou que as escolas públicas da cidade, frequentadas por 1,1 milhão de crianças e jovens, voltarão a fechar as portas a partir de hoje devido ao avanço do novo coronavírus.

Nova York alcançou uma média de 3% de testes positivos durante sete dias. "Infelizmente, isso significa que os prédios das escolas públicas estarão fechados a partir de 19 de novembro, por precaução", disse o prefeito Bill de Blasio no Twitter. "Devemos lutar contra a segunda onda de Covid-19", acrescentou.

O diretor escolar Richard Carranza informou que as aulas serão oferecidas apenas de forma remota até novo aviso.

A medida é questionada por muitos nova-iorquinos que ressaltam que a taxa de testes positivos nos estabelecimentos educacionais desde sua reabertura, em setembro, é muito inferior à taxa média da cidade. Outros se perguntam por que fechar as escolas, com os danos que representam às crianças, quando ainda se permite fazer refeições em bares e restaurantes, ainda que com ocupação reduzida.

O prefeito, no entanto, se comprometeu com o poderoso sindicato de professores a fechar os estabelecimentos se a taxa de contágios chegasse a 3% durante sete dias.

Nova York, que foi epicentro da pandemia do novo coronavírus nos EUA em abril e maio, registrou mais de 34 mil mortos pela Covid-19.

Japão

Na Ásia, os casos da doença também voltaram a alarmar as autoridades. A disparada em notificações de Covid-19 em Tóquio fez com que o número de casos no Japão atingisse novo recorde, ontem.

O governo de Tóquio informou que a região registrou 493 novos casos. O maior número atingido anteriormente havia sido de 472, no dia 1º de agosto. O total de infecções registradas ontem saltou a 2.195. Até ontem, o Japão teve 1.913 mortes notificadas causadas pelo novo coronavírus.

Oceania

Na Oceania, a situação da Covid-19 voltou a piorar. O estado da Austrália Meridional decretou um confinamento de seis dias em Adelaide, a segunda maior cidade do país, para frear um foco de coronavírus. A medida entrou em vigor ontem. Escolas, restaurantes e fábricas permanecerão fechados, e os moradores confinados em suas casas.

A medida foi decidida após dois novos casos relacionados com um foco de Covid-19 detectado em um hotel de Adelaide, onde as pessoas que chegam ao país procedentes do exterior permanecem confinadas. Ontem, a cidade teve 22 casos. Casamentos e enterros também foram proibidos.

"Atacamos forte e rápido. O tempo é curto e devemos agir de maneira rápida e firme. Não podemos esperar o agravamento da situação", afirmou o primeiro-ministro do estado, Steven Marshall.

A secretária de Saúde, Nicola Spurrier, destacou que as medidas extremas devem permitir ao estado de 1,8 milhão de habitantes buscar os contatos e interromper a cadeia de transmissão. Os voos internacionais foram suspensos.

Europa

Por outro lado, países que adotaram recentemente um novo confinamento começam a obter resultados positivos.

O confinamento parcial adotado há um mês na Bélgica, por exemplo, parece ter conseguido conter a pandemia, anunciaram as autoridades sanitárias, ontem, divulgando números em queda.

"Pela primeira vez em semanas, ou mesmo em vários meses, todos os indicadores estão indo na direção certa, o que significa que todos eles estão caindo: o número de infecções, hospitalizações e, pela primeira vez, o número de vítimas", disse o porta-voz Yves Van Laethem.

Na França, também houve uma ligeira melhora. O governo francês já prepara a saída do segundo confinamento até o Natal, mas alertou que o relaxamento das medidas será progressivo.

Otimismo com eficácia de vacina

A vacina da aliança Pfizer/BioNTech é 95% eficaz contra a Covid-19, de acordo com os resultados completos de seu ensaio clínico, nível semelhante ao relatado pela Moderna e que aumenta as chances de que pelo menos uma comece a ser aplicada nos EUA ainda este ano. As duas empresas conseguiram acelerar seus testes em meio ao crescimento da pandemia nos EUA. Espera-se que sejam as primeiras vacinas autorizadas no país e no mundo ocidental. Outras estão sendo desenvolvidas na China e na Rússia. O anúncio foi feito em um momento em que os casos de coronavírus estão crescendo no mundo.

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