Imigrantes e refugiados na UE devem ter acesso à vacina contra Covid-19, diz OIM

O diretor da Organização Internacional para as Migrações ressaltou que o acesso às vacinas deve ser garantidos a todos que estão em território da União Europeia

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Legenda: Campo de refugiados na Grécia, em setembro
Foto: ANGELOS TZORTZINIS / AFP

Migrantes e demandantes de asilo na União Europeia (UE) devem ter o mesmo acesso às vacinas contra Covid-19 que os demais cidadãos - defendeu o diretor da Organização Internacional para as Migrações (IOM), Antonio Vitorino, nesta quinta-feira (19).

"É para sua segurança e também para o bem-estar de todas as comunidades de acolhida" em cada país, alegou Vitorino, durante uma conferência virtual sobre migração e asilo na Europa, organizada pelo Parlamento Europeu e pela Alemanha.

Anúncios recentes sobre a eficácia das vacinas contra o coronavírus desenvolvidas por empresas alemãs e americanas motivaram o pedido de Vitorino para que também sejam administradas nos migrantes, se a Europa começar a usá-las em sua população.

"Ninguém está seguro até que todos estejam seguros", frisou Vitorino.

"Agora que temos notícias sobre uma vacina, o desafio que os Estados-membros da UE enfrentam é garantir o acesso à vacina a todos que se encontram em seu território, não apenas aos seus cidadãos, mas também a todos os refugiados, pessoas deslocadas e imigrantes, destacou.

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