França aprova lei para reduzir a zero suas emissões líquidas de CO2 até 2050

Após um acordo entre deputados e senadores no final de julho, o texto já havia recebido o aval da Assembleia Nacional em 11 de setembro

O Senado francês aprovou nesta quinta-feira (26) o projeto de lei Energia e Clima, que decreta "a urgência ecológica e climática" e estabelece que a França reduzirá a zero suas emissões líquidas de dióxido de carbono (CO2) até 2050.

"Nossa casa está queimando e nós estamos olhando para fora". Durante o debate sobre o projeto, considerado insuficiente por ONGs e partidos de esquerda, o senador conservador Jean-François Husson (Os Republicanos) pronunciou a famosa frase do ex-presidente Jacques Chirac, que faleceu nesta quinta-feira aos 86 anos.

Após um acordo entre deputados e senadores no final de julho, o texto já havia recebido o aval da Assembleia Nacional em 11 de setembro. Esta quinta-feira foi aprovado em última leitura com os votos a favor dos senadores do Os Republicanos (direita), do A República em Marcha (partido do presidente Emmanuel Macron, centrista) e independentes.

O projeto, apresentado pela ministra da Transição Ecológica, Elisabeth Borne, como um "novo pilar" na luta contra as mudanças climáticas, atualiza os objetivos da política energética francesa, que visa reduzir em 40% o consumo de energias fósseis até 2030, em vez dos 30% previstos até agora. 

Sua adoção ocorre numa semana marcada pelo discurso da jovem militante sueca Greta Thunberg na segunda-feira na cúpula climática das Nações Unidas em Nova York, e pela publicação na quarta-feira de um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), alertando sobre os efeitos devastadores do aquecimento global nos mares e oceanos.

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