EUA acusam Hezbollah de armazenar nitrato de amônio na Europa

Americanos sugerem ligação entre explosões em Beirute e o movimento xiita libanês

Legenda: No dia 4 de agosto, explosão levantou nuvem de fumaça em Beirute, no Líbano; nitrato de amônio foi a substância encontrada no local
Foto: AFP

Os Estados Unidos acusaram o Hezbollah de armazenar nitrato de amônio em vários países europeus e sugeriram uma possível ligação entre o movimento xiita libanês e a recente explosão em Beirute

"Desde 2012, o Hezbollah estabeleceu depósitos de nitrato de amônio em toda a Europa, transportando kits de primeiros socorros cujas embalagens frias contêm a substância", disse o coordenador de contraterrorismo dos Estados Unidos, Nathan Sales. 

"Esse tipo de carga foi encontrado em vários países, incluindo Reino Unido, Grécia, França, Itália, entre outros", disse em uma transcrição de uma conferência. 

"Também posso revelar que depósitos significativos de nitrato de amônio foram descobertos ou destruídos na França, na Grécia, na Itália... E como todos nós vimos na explosão no porto de Beirute, o nitrato de amônio é uma substância realmente perigosa", lembrou. 

A explosão de 4 de agosto em Beirute matou mais de 190 pessoas, feriu milhares e varreu grande parte da capital libanesa. 

A tragédia de Beirute foi causada pela explosão de toneladas de nitrato de amônio, um composto químico comumente usado como fertilizante. No porto de Beirute, essa carga ficou armazenada durante anos em um armazém urbano. 

O nitrato de amônio "é capaz de causar grande destruição quando usado como explosivo. É por isso que os Estados Unidos pediram uma investigação completa, aberta e transparente sobre a explosão em Beirute", disse Sales. 

O movimento Hezbollah, designado pelos Estados Unidos como grupo terrorista, exerce influência sobre o porto, confirmaram várias fontes.

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