Covid-19 supera saldo de 14.500 mortes em todo o mundo; Espanha tem 394 óbitos em 24h

Itália segue com o maior número de mortos em um dia (651)

Legenda: Itália ainda registra o maior número de mortes por Covid-19 no mundo, em 24 horas
Foto: Foto: AFP

O novo coronavírus causou pelo menos 14.582 mortes em todo o mundo desde que apareceu em dezembro, segundo um balanço estabelecido pela agência francesa de notícias France Presse (AFP) com base em fontes oficiais, neste domingo às 19h GMT (16h de Brasília).  Desde o início da epidemia, 340.843 casos de contágio foram registrados em 171 países ou territórios. 

>Brasil tem 25 mortes e 1.546 casos confirmados de coronavírus 

O número de casos positivos diagnosticados reflete apenas uma parte do número total de infecções devido às diferentes políticas de cada país para diagnosticar os doentes e ao fato de que alguns testam apenas as pessoas que precisam de hospitalização. 

No dia anterior, foram 1.671 novas mortes e 32.869 contaminados em todo o mundo. 

Os países com o maior número de óbitos em 24 horas foram Itália, com 651, Espanha, com 394, e Irã, com 129. 

As mortes na Itália, que registrou sua primeira vítima fatal ligada ao vírus no final de fevereiro, atingem 5.476. O país contabilizou 59.138 infecções, e as autoridades italianas consideram que 7.024 pessoas foram curadas. 

A China continental (sem contar Hong Kong e Macau), onde a epidemia surgiu no final de dezembro, tem um total de 81.054 pessoas infectadas, das quais 3.261 faleceram e 72.244 foram completamente curadas. Nas últimas 24 horas, foram registrados 46 novos casos e 6 óbitos. 

Depois da Itália e da China, os países mais afetados são Espanha com 1.756 falecimentos e 28.603 casos, Irã com 1.685 mortes (21.638 casos), França com 674 mortes (16.018 casos) e Estados Unidos com 400 mortes (38.757). 

A partir des sábado, às 19:00 GMT, Romênia, Kosovo, Colômbia, Afeganistão, República Democrática do Congo, Republica Checa, Chile, Gana e Chipre anunciaram as primeiras mortes ligadas ao novo coronavírus em seu território. 

A Faixa de Gaza, Timor Leste, Uganda, Eritreia e Moçambique diagnosticaram seus primeiros casos. 

No domingo, às 19H00 GMT, e desde o início da epidemia, a Europa registrou 163.411 infecções (8.692 mortes), Ásia, 96.749 (3.482), Estados Unidos e Canadá, 32.387 (409), Oriente Médio, 24.975 (1.714), América Latina e Caribe 4.001 (49), Oceania 1.417 (7) e África 1.351 (43). 

Esse balanço foi feito usando dados de autoridades nacionais coletadas pelos escritórios da AFP e com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).       

Espanha

As autoridades espanholas reconheceram neste domingo (22) que mais de 10% do número total de casos de coronavírus no país correspondem a trabalhadores do setor da saúde, que denunciam a falta de material de proteção há dias.

O diretor de emergências sanitárias, Fernando Simón, informou em entrevista coletiva que dos mais de 28.500 positivos para coronavírus no país, 3.475 são profissionais do setor da saúde.

"Este é um grande problema para o sistema de saúde", disse ele. "São o grupo populacional de maior risco, isso é óbvio, e temos que assumi-lo", acrescentou.

A rápida disseminação do vírus pôs em cheque o sistema de saúde espanhol, que enfrenta uma falta de capacidade de atendimento nas áreas mais afetadas, agravada pelas baixas entre os profissionais da saúde.

O governo anunciou no sábado a distribuição de meio milhão de máscaras adicionais para os profissionais e cerca de 800.000 para pacientes e a compra futura de outros oito milhões para profissionais do setor. 

Itália

Um total de 5.476 pessoas morreram na Itália devido ao novo coronavírus, 651 delas nas últimas 24 horas, uma redução em relação ao sábado, recebida com prudente esperança pelas autoridades.  "Os números anunciados hoje (domingo) são mais baixos que ontem. Espero e todos esperamos que (a tendência) seja confirmada nos próximos dias. Mas não devemos baixar nossa guarda", afirmou o chefe da Proteção Civil, Angelo Borrelli. 

No sábado, cerca de 793 mortes foram anunciadas em um único dia.  Apesar de ser menor do que o anterior, o saldo de domingo é o segundo mais alto desde que a pandemia começou a atingir o país. Além disso, o número total de infectados é próximo a 60.000, cerca de 5.560 a mais que no sábado. 

"Você não deve se deixar levar pelo entusiasmo exagerado ou pela interpretação exagerada" do balanço deste dia, mas "é um sinal que recebemos positivamente", disse Franco Locatelli, responsável pelas autoridades de saúde italianas. "Especialmente porque chega em um momento em que esperávamos ter sinais tangíveis da eficácia das medidas de contenção", acrescentou Locatelli. 

Locatelli pediu a seus compatriotas a continuarem com os esforços e a respeitarem as restrições às liberdades impostas por quase duas semanas em todo o território, que proíbem as aglomerações, praticamente todo deslocamento e levaram a uma redução considerável da atividade econômica. 

A última das medidas foi imposta pelos ministros do Interior e da Saúde, que proibiram "viajar de transporte público ou privado para outra cidade", "exceto por motivos comprovados de trabalho, urgência absoluta ou saúde".  A região de Milão, na Lombardia, registra mais da metade das novas mortes (361, com um total de 3.456) e seu serviço hospitalar está saturado e o pessoal da saúde está esgotado.


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