Calor não deve impedir a propagação do vírus, afirma Academia Nacional de Ciências dos EUA

O comunicado foi enviado a Casa Branca; os Estados Unidos registrou mais de 1,8 mil mortes nas últimas 24 horas

Legenda: Os Estados Unidos têm mais de um quarto dos casos oficialmente declarados de coronavírus no mundo
Foto: Foto: AFP

Membros da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos afirmaram, em carta à Casa Branca, que o Sars-CoV-2 provavelmente não será afetado e terá a circulação reduzida por climas mais quentes.

"Considerando que países com climas próximos ao de verão, como Austrália e Irã, observam uma expansão rápida do vírus, não se deve esperar o declínio do número de casos com o aumento da temperatura e da umidade", diz a carta. "Além disso, algum possível efeito de temperatura e umidade no nível de transmissão pode não ser aparente por causa da falta de imunidade frente ao Sars-CoV-2."

O documento também afirma que infuenzas pandêmicas não exibiram os padrões típicos de cepas endêmicas e epidêmicas. "Houve 10 influenzas pandêmicas nos últimos 250 anos. Duas começaram no inverno do hemisfério norte, três na primavera, duas no verão e três no outono", afirma o texto. "Todas tiveram um pico de segunda onda aproximadamente seis meses depois da emergência do vírus na população, independentemente da data de introdução do invasor."

Novos casos

O país registrou 1.783 mortes ligadas ao novo coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com a contagem desta quinta-feira (9) da Universidade Johns Hopkins. Esse número, inferior ao do dia anterior, quando ocorreram 1.973 mortes, eleva para 16.478 o número total de mortes registradas nos Estados Unidos, o país mais afetado pela pandemia depois da Itália. 

Por dois dias consecutivos, terça (7) e quarta-feira (8), o país registrou quase 2.000 mortes em 24 horas, os piores dias em todo o mundo desde a pandemia. 

Os Estados Unidos também têm mais de um quarto dos casos oficialmente declarados de coronavírus no mundo, com mais de 460.000 no total, segundo dados de Johns Hopkins, atualizados continuamente. O estado de Nova York é o epicentro da pandemia em solo americano, com mais de 7.000 mortes registradas.