Americanos Paul Milgrom e Robert Wilson ganham Nobel de Economia 2020

Dois especialistas em leilões cujos trabalhos inovadores foram utilizados, em particular, para atribuições de frequências de telecomunicações.

Ganhadores do Nobel de Economia
Legenda: Paul Milgrom, 72, e Robert Wilson, 83, ambos da Universidade Stanford, receberam o Prêmio Nobel de Economia deste ano
Foto: Divulgação

O Prêmio Nobel de Economia foi atribuído, nesta segunda-feira (12), aos americanos Paul Milgrom, de 72 anos, e Robert Wilson, 83, dois especialistas em leilões cujos trabalhos inovadores foram utilizados, em particular, para atribuições de frequências de telecomunicações. 

O "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel" é concedido a eles por "melhorar a teoria dos leilões e inventar novos formatos de leilões" em "benefício de vendedores, compradores e contribuintes em todo o mundo", disse o júri da Academia de Ciências da Suécia.

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A dupla, que era uma das favoritas ao Prêmio este ano, é mais conhecida por estar por trás do conceito de venda de licenças de frequência de telecomunicações nos Estados Unidos. Os dois economistas, ambos professores de Stanford, também trabalharam nos mecanismos de alocação de slots de pouso em aeroportos. "Os leilões estão por toda a parte e afetam o nosso dia a dia", ressaltou o júri.

Em 2019, o Prêmio foi atribuído a um trio de pesquisadores especializados no combate à pobreza, os americanos Abhijit Banerjee e Michael Kremer e a franco-americana Esther Duflo, segunda mulher distinguida na disciplina e a mais jovem laureada da história deste prêmio.

O Prêmio de Economia encerra uma temporada do Nobel marcada na sexta-feira pelo Prêmio da Paz ao Programa Mundial de Alimentos, órgão da ONU para o combate à fome. 

Nobel da Literatura e Paz

Quinta-feira, a poeta americana Louise Glück venceu Literatura. Além da americana Andrea Ghez, co-vencedora de Física na terça-feira, duas mulheres entraram para a História do Nobel pela descoberta da "tesoura genética": a francesa Emmanuelle Charpentier e a americana Jennifer Doudna se tornaram a primeira dupla 100% feminina a ganhar um Nobel científico, em Química.

Os vencedores, que repartem quase um milhão de euros por cada disciplina, vão receber o prêmio este ano no seu país de residência, devido à pandemia de coronavírus. 

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