África do Sul supera os 500 mil casos de Covid-19, diz ministro da Saúde

É o quinto país do mundo mais castigado pela pandemia em número de casos confirmados e o primeiro da África

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Foto: Ina FASSBENDER / AFP

A África do Sul, o país africano mais afetado pela pandemia do novo coronavírus, detectou mais de 500.000 casos do novo coronavírus, anunciou neste sábado (1º) o ministro da Saúde, Zweli Mkhize.

"Hoje a África do Sul superou a barreira de meio milhão de pessoas contagiadas, com um total de 503.290 casos confirmados de Covid-19", afirmou o ministro da Saúde em seu comunicado diário sobre a situação da crise sanitária no país.

Mais de um terço dos casos foram registrados na província de Gauteng, onde estão Johannesburgo e Pretória, respectivamente as capitais econômica e administrativa do país.

Em outro comunicado, o presidente, Cyril Ramaphosa, mostrou-se satisfeito com a baixa taxa de letalidade do vírus no país.

"Embora a África do Sul seja o quinto país em número de casos, estamos apenas na 36ª posição em número de mortos em relação à população", afirmou.

A taxa de mortalidade é baixa, de cerca de 1,6%, segundo o Ministério da Saúde.

A África do Sul é o quinto país do mundo mais castigado pela pandemia em número de casos confirmados e o primeiro da África. Ali foram registrados mais da metade dos contágios do novo coronavírus no continente.

O número oficial de mortes superou os 8.150, mas está em grande parte subestimado, advertem os especialistas, que argumentam que o total de mortos na África do Sul aumentou 60% nas últimas semanas.

Entre 40.000 e 50.000 pessoas poderiam morrer de Covid-19 antes do fim do ano, segundo estimativas oficiais.

O país decretou no fim de março um dos confinamentos mais estritos do mundo, mas logo o abrandou. Devido ao aumento de casos, as escolas foram fechadas novamente por um mês e foi instaurado um toque de recolher noturno.

A pandemia de Covid-19, que em um primeiro momento avançou mais lentamente na África do que em outras regiões do mundo, está se acelerando no continente, onde os sistemas de saúde pública são muito deficientes, o que preocupa a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

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