Sobre viver em tempos de pandemia: 3º episódio aborda distâncias e perdas impostas pela Covid-19

“Se saudade fosse um verbo” traz histórias de quem precisa lidar com ausências: da rotina, da praia, dos abraços e de pedaços de si levados pelo coronavírus

Saudade. Talvez seja essa a palavra que resume as vivências dos cearenses desde que a pandemia chegou aqui. Saudade de quem precisou ficar distante, saudade dos espaços da cidade, saudade dos sorrisos, saudade de quem não resistiu à agressividade da Covid-19 e partiu, saudade da rotina. Em “Se saudade fosse um verbo”, episódio 3 da série documental “Sobre viver em tempos de pandemia”, conjugamos todas elas.

Gabriel Souza Meireles, 21, por exemplo, aprendeu ainda mais sobre o que é sentir falta, durante a pandemia. Junto à irmã, Mariana Souza Meireles, 26, o estudante viu se alargar a distância entre eles e a mãe, Ana Rita Santos Souza, 55 – que mora em Santarém, no Pará. A família se apartou quando os filhos se mudaram para estudar em Fortaleza, e teve as visitas impossibilitadas pelo isolamento social.

Entre Moacir Marcos de Sousa Filho, 31, e os pais, a distância é ainda maior: do tamanho de um vírus. Eles moram a minutos, mas tiveram os cafés de todas as tardes (e os abraços de todas as noites pós-trabalho) suspensos pela pandemia.

De todas as faltas, porém, a de Francisco Cleciano da Silva e da esposa, Sandra Holanda, é a mais irremediável: desde 29 de maio de 2020, eles precisam aprender todos os dias a viver sem a mãe dele, Maria Irene da Silva, vitimada pela Covid-19 aos 78 anos.

Neste episódio, os efeitos de todas as saudades e ausências são explicados pela psicóloga Mariana Kolb.

Assista aos episódios anteriores:

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