"Simplesmente estressante", avalia cearense que passará por segundo lockdown em Israel

País é o primeiro a impor novamente o isolamento rígido com fechamento de parte do comércio, serviços e de hotéis, além da limitação de encontros familiares

Foto mostra casal em Israel
Legenda: Cearense decidiu viver em Israel e casou durante pandemia
Foto: Acervo Pessoal

Eliyahoo Agassi, 29, saiu de Fortaleza rumo a Israel há dois anos e agora vivencia o retorno das restrições rígidas de isolamento social no primeiro país a impor novamente o lockdown por causa do repico de casos do coronavírus. As regras serão válidas por três semanas e afetam a economia e celebrações religiosas a partir desta sexta-feira (18).

Uso de máscaras, limitação de circulação em até 500 metros de casa e o fechamento de shoppings e escolas voltam a fazer parte do cotidiano do operador de máquinas. “A notícia de que voltaríamos ao lockdown foi simplesmente estressante porque já estávamos retornando à normalidade, embora com muitas limitações no dia a dia”, comenta Eliyahoo.

“O avanço na cidade que moro foi repentino e muito forte porque existe costume aqui nas famílias de estarem realmente próximos uns aos outros. Beijos, abraços e apertos de mãos são muito frequentes até mesmo entre os homens”, conta.

As normas em ambientes externos, como observa o cearense, costumam ser seguidas, mas relaxadas em encontros familiares. Israel registra 1.141 mortes e 162.273 casos do novo coronavírus, de acordo com a plataforma de monitoramento da pandemia feita pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Mesmo com as restrições da pandemia, Eliyahoo não adiou os votos do seu relacionamento com uma israelita. “Me casei semana passada e minha família não pode vir, nem mesmo minha mãe. Da parte da família da noiva teríamos, se tivéssemos na normalidade, 450 convidados”, indica.

Foto mostra casamento de cearense e israelita
Legenda: Cearense casou sem a presença da família devido as restrições da pandemia
Foto: Acervo Pessoal

Também serão revistos os planos para o Ano Novo Judaico, o Rosh Hashanah, entre os dias 18 e 20 de setembro, e o Dia do Perdão, o Yom Kippur, entre os dias 27 e 28 deste mês. “Tínhamos planejado ir à Jerusalém nos feriados porque moramos no norte, e agora, pelo que eu saiba, elas (celebrações) serão feitas com um limite de 10 pessoas por sinagoga”, explica.

Em Israel, assim como no Ceará, são previstas multas para aqueles que desobedecem as normas, entre R$ 850 e R$ 8.500. “Minha rotina não é tão impactada porque onde trabalho não parará durante a pausa de três semanas, mas o quesito de rotina em casa é bem complicado. Não podemos nos distanciar de casa por mais de 500 metros”, destaca.

No Ceará, já são 229.072 casos da doença e 8.739 vidas perdidas de acordo com o IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Fortaleza esteve sob isolamento rígido entre os dias 8 e 31 de maio. No dia 1º de junho, o programa estadual para a flexibilização do distanciamento social começou a orientar a retomada das atividades que estão na 4º fase em todo o Estado.

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