Saúde e lazer gratuitos: atividades levam até 2 mil pessoas ao Parque do Cocó

De pinturas de rosto infantis a rapel, tirolesa e dança para adultos e idosos, Projeto Viva o Parque atrai famílias e promove ocupação do espaço público

Legenda: Liz, de um ano, é uma das frequentadoras cativas do Parque do Cocó aos domingos, junto à tia, Lírian Bezerra
Foto: FOTO: LUCAS BARBOSA

Aos poucos, o gigante verde que habita a área nobre da cidade se fortalece como destino certo para crianças, adultos, idosos e até pets: é para o Parque do Cocó, na Regional II de Fortaleza, que muitas famílias correm em busca de lazer, saúde e esporte gratuitos, principalmente aos domingos, quando é realizado o Projeto Viva o Parque, das 7h às 12h.

O destino é sagrado para a comerciante Maria do Socorro do Nascimento, 55, “desde que essa ação começou” – ou seja, há pelo menos dois anos e meio. “É difícil o domingo que eu não tô aqui. Primeiro faço massagem, depois passo o tempo todo na aula de zumba, dança de salão, aeróbico. Eu adoro! É importante primeiramente pra minha saúde, depois pra desestressar da semana todinha cuidando de casa e de menino… Domingo tem que sair!”, anima-se.

Quem também tem o Cocó como primeira atividade da semana, já marcada na rotina, é a enfermeira Lírian Bezerra, 34. Atraída pela arborização, ela tem o parque como opção segura e saudável às sobrinhas Helena, 11 meses, e Liz, um ano. “O contato das crianças com a natureza, com os brinquedos que remontam à infância, é fundamental. Hoje em dia, elas estão muito restritas a shoppings e aparelhos eletrônicos, e aqui é um espaço pra realmente curtir a infância, brincar, socializar”, avalia Lírian.

Legenda: Saindo de Sobral para visitar Fortaleza, a família de Joaquim, 2 anos, escolhe o Cocó como local de lazer
Foto: FOTO: LUCAS BARBOSA

Sombra e água fresca, literalmente, são os pontos fortes do espaço para a família do administrador Jaime Sales, 32 – principalmente depois que se mudou da Capital para o município de Sobral, conhecido pelas altas temperaturas. “É um local aberto, arborizado, o contato com a natureza é muito bom. É um estilo de vida, pra criança, principalmente. Precisa de um parque desse em Sobral, porque não tem”, lamenta, enquanto corre atrás do pequeno Joaquim, 2.

Educação

De acordo com Francisco José Araújo, educador ambiental do parque, passam por lá durante o fim de semana, em média, de 1.500 a 2 mil pessoas  – movimento que é positivo, mas deve redobrar a atenção com a natureza. “Muitos vêm fazer piquenique e trazem plásticos, alimentam os animais... Algumas famílias trazem balões pra aniversários, e nada disso é permitido. Eu mesmo estava percorrendo o gramado e fazendo esse trabalho educativo”, alerta.

O Cocó é uma das quatro quatro unidades de conservação (UCs) estaduais em que o Projeto Viva o Parque ocorre simultaneamente. As demais são a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Sítio Curió, a Área de Proteção Ambiental (APA) do Estuário do Rio Ceará-Maranguapinho e o Parque Estadual Botânico de Caucaia, que recebem as atividades desde junho deste ano.

Saúde

Na manhã deste domingo (25), além dos estandes de massagem, hidratação, dança e orientação nutricional, uma equipe do banco de leite do Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC) realizou uma ação de conscientização, voltada principalmente a mulheres, sobre a importância da amamentação correta e da doação de leite materno ao banco público.

Foto: FOTO: LUCAS BARBOSA

A médica e coordenadora do banco de leite do HGCC, Rejane Santana, reforça que o tema do Agosto Dourado de 2019 – o empoderamento das famílias – é uma alerta para a questão. “Sabendo da importância do aleitamento materno para a mãe e para o bebê, precisamos contactar as gestantes. Muitos bebês que estão na UTI, não têm a mãe à disposição e precisam desse leite”.

Atualmente, cerca de 35 mulheres são doadoras regulares do banco de leite, que funciona todos os dias, durante 24 horas. Para atender à demanda das mais de dez unidades de saúde neonatais públicas e até privadas que usufruem do equipamento, é necessário que as doações dobrem, conforme frisa Rejane. “Isso é possível, o que é preciso é informação e divulgação”.

Para saber como doar e as instruções para coleta correta, o contato é (85) 3101.5367. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), uma equipe se desloca até a doadora para buscar o leite.