Resistência ao uso de máscara é infração mais flagrada no Parque do Cocó, aponta gestão

Aglomerações também foram registradas nas blitze realizadas por Secretaria do Meio Ambiente, Agefis e Batalhão de Polícia do Meio Ambiente, que abordaram frequentadores sobre medidas de prevenção à Covid-19, neste domingo (25)

Legenda: Uso incorreto da máscara e aglomerações foram flagrados na manhã deste domingo (25)
Foto: Helene Santos

Para ir a pé ou de bicicleta, sozinho ou acompanhado, para exercícios ou passeio, o Parque Estadual do Cocó se tornou um dos destinos mais tradicionais em Fortaleza, aos fins de semana. Em tempos de pandemia, porém, a ida requer cuidados – que nem todos os frequentadores estão adotando. Na manhã deste domingo (25), atitudes de descumprimento às medidas preventivas contra a Covid-19 foram flagradas durante blitze de órgãos de fiscalização. 

Agentes da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) e do Batalhão de Polícia do Meio Ambiente (BPMA) abordaram diversas pessoas, entre adultos e crianças, caminhando sem máscara de proteção ou utilizando o equipamento de forma incorreta, abaixo do nariz – o que reduz ou anula a eficácia da barreira ao vírus.

Legenda: Ausência de máscara ou uso incorreto do equipamento são infrações comuns
Foto: Helene Santos

Um grupo de dezenas de ciclistas que fazia uma parada no parque foi visto desrespeitando também outra medida sanitária básica: o distanciamento físico mínimo de 1,5m. O cenário foi completado por diversas pessoas reunidas em piqueniques. A maioria destas, entretanto, usava proteção facial.

Circulando entre elas, educadores ambientais da Sema portavam cartilhas educativas, termômetros digitais, álcool em gel e máscaras, a fim de aferir a temperatura dos frequentadores, incentivar a higienização das mãos e o uso do equipamento facial a quem estava sem ele.

Paulo Lyra, diretor-gestor do Parque do Cocó, afirma que “cerca de 97% dos abordados estavam com temperatura ideal”, e ao restante foi recomendado manter vigilância. A recusa quanto ao uso da máscara, contudo, é a atitude mais comum entre os frequentadores. 

“Elas insistem em não usar, com as desculpas mais esfarrapadas: ‘esqueci no carro’, ‘deixei em casa’, ‘não acredito que a máscara proteja’, ‘não acredito nessa doença’. Nesses casos, entregamos uma máscara à pessoa. Mas a gente dá as costas e elas tiram”, lamenta o gestor, afirmando que “o intuito não é arrecadar com multas, mas fazer a lei estadual ser cumprida”.

Foto: Helene Santos

As ações de fiscalização e educativas, iniciadas sábado (24), visam orientar a população sobre a importância das medidas básicas contra a Covid-19, já tão conhecidas por todos, como distanciamento físico e uso de máscaras. O descumprimento desta última medida configura infração, gerando multa entre R$ 100 a R$ 300.

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Redação 26 de Novembro de 2020