Rede de semáforos cresce 63% em oito anos em Fortaleza

56% são dos equipamentos são centralizados controlados em tempo real, o que permite fluidez nas vias, afirma especialista.

Escrito por Redação,

Metro
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Foto: JL Rosa

Com 1.044 semáforos espalhados pela cidade, a Capital cearense teve um aumento de 63% na rede semafórica, se comparado ao ano de 2012, quando tinha 639 equipamentos para controlar os cruzamentos da cidade. Os dados são da Prefeitura Municipal de Fortaleza. 
 
Desde que sejam respeitados, os semáforos evitam acidentes e garantem a segurança de condutores, ciclistas e pedestres. “Há o momento de cada um passar, o que diminui significativamente as chances de um atropelamento ou um choque de veículos. Em termos de segurança, tira o controle das mãos dos motoristas”, explica o professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mário Azevedo.
 
Segundo o especialista, o aumento na rede deve acompanhar o crescimento urbano. “Os semáforos são necessários quando se tem um fluxo grande de veículos ou quando é necessário para a travessia das pessoas na via, então tem uma série de critérios para que o equipamento seja colocado”, reforça Azevedo.
 
Do total de equipamentos, 56% são centralizados controlados em tempo real, o que permite fluidez nas vias, segundo o professor. “Há a contagem de veículos que estão passando, calcula o tempo do verde, vermelho e amarelo e coloca em operação. Aqui é feito pelo Controle de Tráfego em Área de Fortaleza (CTAFOR). Isso acontece em cidades grandes, metrópoles, como Fortaleza, por causa da intensa população”, diz.
 
A partir da otimização, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) também consegue detectar falhas de forma imediata e otimizar os serviços de manutenção, sem que seja solicitado manualmente.
 
De acordo com as informações da Prefeitura, todos os semáforos possuem LED, o que permite uma economia de energia em até 75%. Além disso, 61% da rede tem um tipo de "gerador", chamado de nobreak, que possibilita o funcionamento do semáforo em até três horas após uma queda energética. 
 
Redução
 
Em janeiro deste ano, a Capital chegou a marca de 50,3% em redução ao número de mortes no trânsito em 10 anos e foi uma das primeiras cidades no mundo a atingir a meta estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir pela metade a taxa de óbitos no trânsito. O prazo para o cumprimento da meta era até o final de 2020. 
 
Em 2019, foram registrados 7,4 óbitos por 110 mil habitantes, e em 2010 o índice era de 14,9 óbitos.