Psicóloga traz orientações para reduzir a ansiedade durante a quarentena

Compreender e respeitar os limites de cada um é uma das chaves para lidar com o período de isolamento social.

Escrito por Redação,

Metro
Legenda: Patrícia Nobre: temos a oportunidade de olhar para tudo isso como algo que pode nos gerar oportunidades e crescimento pessoal.
Foto: Foto: Divulgação

No contexto de isolamento social recomendado para a população, por conta da pandemia do Covid-19, o psicólogo é um dos profissionais que mais se destaca, pois trabalha pelo bem-estar das pessoas que sofrem os efeitos da privação do convívio. A psicóloga Patrícia Nobre G. Montezuma considera que estamos atravessando um período muito desafiador, pois há diversos estímulos de tensão ocorrendo. “No entanto, temos a oportunidade de olhar para tudo isso como algo que pode nos gerar oportunidades e crescimento pessoal. É um período para olharmos para nossa vida, nossas ações e escolhas”, pondera a psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental.

Ainda assim, a realidade é que esse fato pode potencializar tensões pessoais e familiares, pois as pessoas convivem no mesmo espaço 24 horas por dia. De acordo com Patrícia Nobre, a melhor receita para esse tipo de conflito é a compreensão. “Muitas pessoas relatam discussões em família e entre amigos. No entanto, temos que cada vez mais buscar compreender e respeitar nossos limites”, observa a profissional, que recomenda práticas saudáveis para auxiliar nessa jornada. “Fazer um processo de meditação, de relaxamento, exercícios físicos e, principalmente, compreender o limite do outro também”, aponta a profissional, que traz dicas e orientações em seu perfil no Instagram (@patricianobre.psi).

"O momento é de muita instabilidade. No trabalho, sugiro que estejamos atentos ao propósito de vida e focarmos nele. A pessoa precisa ter tempo para estudar sobre assuntos que gosta, para estruturar projetos que sempre sonhou em realizar. É preciso ter garra para tocar em frente", recomenda Patrícia Nobre.

Incertezas
Além dos conflitos externos, o isolamento social tem uma dimensão individual, pois cada um lida com essa realidade de uma maneira. Conforme explica Patrícia Nobre, a sensação de incerteza, neste época, é natural. “O momento é de muita instabilidade. No trabalho, sugiro que estejamos atentos ao propósito de vida e focarmos nele. A pessoa precisa ter tempo para estudar sobre assuntos que gosta, para estruturar projetos que sempre sonhou em realizar. É preciso ter garra para tocar em frente”, recomenda a psicóloga. “Com relação, à família, aproveite para se aproximar de quem gosta, mesmo que seja online. Não deixe de fazer as ligações para seus amigos e entes queridos, nem de buscar momentos de descontração com eles, mesmo à distância. Isso aumenta os vínculos e gera bem-estar”, completa.

Com tudo isso, o momento é muito propício para que as pessoas se sintam ansiosas e sofram até de insônia, gerada pela preocupação em excesso. A maneira mais eficiente de resolver um pico de ansiedade é controlar a respiração, aconselha a psicóloga Patrícia Nobre. “Sugiro aprender algumas técnicas de relaxamento e buscar aplicá-las. Afinal, a ansiedade é o excesso de futuro e as técnicas de relaxamento trazem a pessoa para o momento presente e ajudam a controlar os pensamentos pessimistas”, descreve.

Porém, de todos os problemas emocionais causados pelo isolamento social, a depressão é, sem dúvida, o mais grave – situação que se torna mais delicada para quem possui tendência a ter pensamentos depressivos. “Nesses casos, o estado depressivo acaba aflorando. Se a pessoa anda se sentindo triste com muita frequência, desanimada, com baixa autoestima, sentimentos de inutilidade, falta de interesse em atividades que antes eram apreciadas, mudança no apetite ou fadiga acentuada, deve procurar conversar com algum psicólogo para que ele possa passar as melhores orientações sobre seu estado”, orienta Patrícia Nobre.

Patrícia Nobre
Instagram: @patricianobre.psi

 

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