Prédio da Maraponga deve ser demolido até quinta-feira (27)

Órgão responsáveis aguardam plano de demolição para emitir autorização que permite início das obras

Legenda: O desabamento parcial do prédio aconteceu no dia 1º de junho.
Foto: Foto: Nilton Alves

Após notificação judicial, o prédio que desabou parcialmente na Maraponga deve começar a ser demolido até a próxima quinta-feira (27). O advogado que acompanha o caso, Jerônimo de Abreu, informou que os proprietários foram notificados oficialmente na quarta-feira (19) sobre a demolição do imóvel e que devem apresentar um plano de trabalho na Regional V para conseguir autorização para a obra.

Segundo Jerônimo, foi contratado um engenheiro, uma equipe de topografia e empresa que fornece o maquinário para esse tipo de obra, e que aguarda autorização para o início das obras. Ele disse que está sendo realizada uma análise do solo e que a demolição deve começar assim que os proprietários receberem autorização junto aos órgãos oficiais. Segundo Jerônimo, o plano de demolição deve ser entregue ainda nesta sexta-feira (21).

A Defesa Civil de Fortaleza disse que o projeto de demolição, elaborado por engenheiro contratado, ainda não foi apresentado pelos proprietários do prédio situado na Maraponga. Responsável por emitir a certidão de demolição, a Regional V informou que não recebeu nenhuma solicitação para demolição do prédio que desabou parcialmente na Maraponga.

Responsáveis técnicos pelo imóvel

A assessoria do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE) disse que o posicionamento do Conselho é apenas em relação a atuação dos profissionais envolvidos, não inviabilizando qualquer atuação que seja de demolição ou de ações para reparação de danos ao patrimônio e as pessoas.

Segundo o Crea foram identificados todos os envolvidos e que a Câmara de Engenharia Civil e de Geologia deve verificar a conduta deles, delimitando responsabilidades. Ao proprietário e a perícia forense, foi entregue tudo o que a comissão levantou de informações no tocante à responsabilidade profissional, conforme Emanuel Mota, presidente do Crea.



Redação 03 de Agosto de 2020