Pesquisa da Prefeitura vai mapear deslocamentos para melhorar o transporte público

Com os dados, será possível pensar medidas como criação de novas linhas e ciclovias e construção de novos pontos de parada

A partir da próxima terça-feira, 5 de fevereiro, a Prefeitura de Fortaleza inicia a Pesquisa Origem-Destino 2019 na Capital e na Região Metropolitana. O levantamento inédito quer conhecer melhor o padrão de viagens da população para, a partir daí, planejar ações voltadas para o transporte. Ao todo, mais de 23 mil residências serão visitadas para a coleta de dados.

Cerca de 200 pesquisadores aplicarão questionário sobre viagens diárias, motivos, modos de transporte utilizados e opiniões sobre o sistema de transporte, dentre outros dados. Em tempos de desconfiança por conta da violência urbana, a Prefeitura destaca que todos os pesquisadores serão identificados durante as visitas.

Os 23 mil domicílios passarão por sorteio; em cada um deles, será entregue uma carta informando sobre a visita dos pesquisadores. Para esclarecer dúvidas e confirmar a identidade dos pesquisadores, a população entrar em contato com o número 156 e conversar com a Central Exclusiva dos Entrevistados, em qualquer dia e horário da semana.

No dia da entrevista, o pesquisador irá à residência de camiseta, crachá e documentos de comprovação. A Prefeitura de Fortaleza assegura a confidencialidade e proteção dos dados fornecidos e afirma que as informações serão usadas de forma anônima, exclusivamente para ações de Mobilidade Urbana.

E o que muda com isso?

Conforme o secretário-executivo da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), Luiz Alberto Sabóia, o levantamento permitirá implementar ações como readequação e criação de novas linhas de transporte público, integração entre os modos de transporte, expansão da rede cicloviária, construção de novas vias, novas estações, pontos de parada e terminais de transporte público.

Os dados também poderão subsidiar a criação de políticas públicas de mobilidade urbana voltadas para grupos específicos, como idosos, estudantes e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
 



Redação 02 de Julho de 2020