Pensar “fora da caixa” exige flexibilidade cognitiva, aponta o psicólogo Rossandro Klinkey 

Também palestrante e escritor, o paraibano esteve em Fortaleza para debater estratégias sobre “pensar fora da caixa” 

Legenda: Rossandro Klinjey vê um descompasso entre a velocidade tecnológica e flexibilidade mental do ser humano
Foto: Foto: Gustavo Pellizzon

Uma série de mudanças do mundo hoje acontece na velocidade das mídias digitais. De modo intenso e rápido, as pessoas experimentam novas experiências, sem necessariamente ter um preparo mental e emocional para digerir esses estímulos.  

O diagnóstico é do psicólogo, palestrante e escritor Rossandro Klinjey (PB). Consultor do programa “Encontro com Fátima Bernardes” (TV Globo), ele esteve em Fortaleza neste sábado (29), para debater estratégias sobre o tema “Pensando Fora da Caixa”, no Congresso de Educação do Sesc e Senac (Centro de Eventos do Ceará).  

“Com toda a rapidez da tecnologia, as mudanças vêm às vezes mais rápidas do que a nossa capacidade de se adaptar à novidade. A gente precisa se preparar e ter ‘flexibilidade cognitiva’. Seria justamente a estratégia emocional para o indivíduo se permitir ao novo”, destaca Klinjey.  

Felicidade 

O psicólogo observa o conflito entre o ideal de felicidade do ser humano, e o sofrimento diante das “impermanências” da vida. “A felicidade e a infelicidade são estados de impermanência. É uma ideia infantil que a felicidade seja um estado de gozo perpétuo”, aponta.  

Ele coloca que as circunstâncias da vida chegam até as pessoas pelas escolhas que cada um faz. “Não domino, por exemplo, uma tempestade que pode destruir minha casa. Mas posso dominar o tempo que passo nessa casa”, exemplifica.  

Inovação 

Sobre a expectativa de “inovação” no ambiente laboral de empresas e organizações, Rossandro alerta que não é possível inovar em ambientes demasiadamente controlados. “Faz parte da cultura de inovação o erro. O erro na tentativa de melhorar a tarefa. A empresa que não respeita esse processo inibe a inovação. O controle é uma ficção da organização”, reflete o psicólogo.  

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