Passageiros têm voo desviado para Fortaleza e passam por transtornos no aeroporto da capital

Voo G3 2856 da Gol deixou São Paulo com destino a Salvador. Devido ao mau tempo, a rota foi desviada para Fortaleza. Passageiros denunciam falta de apoio da empresa com os passageiros

Escrito por Redação,

Metro
Legenda: Passageiros tiveram que dormir no saguão do Aeroporto Internacional Pinto Martins
Foto: Midiã Noelle

Um voo que saiu na noite desta sexta-feira (26) do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Salvador, teve a rota desviada para Fortaleza por causa do mau tempo na capital baiana. A aeronave aterrisou na capital cearense, por volta das 1h40 de sábado (27) e passageiros reclamaram de mais de seis horas de espera de um outro voo, além da falta de informações e de apoio por parte da companhia. 

“Chegamos a Fortaleza, no aeroporto por volta de 1h40. Na verdade, o nosso voo, era para ter chegado em Salvador 00h20. Quado deu 00h20, o piloto disse que estava chovendo em Salvador e disse que não podia aterrissar e ia para Fortaleza. Aí as aeromoças falaram que ia ter acomodações em Fortaleza para pegar outro voo depois”, disse a jornalista Midiã Noelle, pasageiro do voo.

A jornalista conta que depois de passar quase uma hora dentro do avião, os passageiros conseguiram sair e ir para o saguão. Mas, segundo Noelle, sem nenhum apoio logístico da empresa, a Gol Linhas Aéreas.

“Só que quando chegamos em Fortaleza, o piloto falou que iria só reabastecer e que voltaríamos para Salvador. Depois de meia hora dentro do avião, já com ar interno desligado, cheio de gente, aglomerações, aí começamos a nos mobilizar. Pois, o tal reabastecimento, não acontecia e não deixava a gente descer do avião. Aí nós, algumas pessoas, conseguimos sair do avião, e no saguão, deixaram a gente sem acomodação, sem alimentação, sem respostas objetivas, com muito descaso mesmo. Nos trataram de forma desrespeitosa em época de coronavírus", lamentou. 

Obrigados a sair da aeronave 

A gestora e produtora cultural, Suely Melo, também estava dentro da aeronave. Suely afirma que os funcionários da Gol não queriam deixá-los sair de dentro da aeronave, mas depois de alguns minutos, os funcionários mudaram de ideia e pediram para eles saírem porque já tinha dado o tempo legal de voo e a Polícia Federal foi chamada.

“Quando nós chegamos em Fortaleza, primeiro não estavam querendo deixar a gente sair da aeronave. Ficamos algum tempo dentro do avião. Preferimos ficar. Eles falaram que já estavam providenciando nossa estadia e depois voltaram falando que não tinha nenhum suporte por causa da pandemia. E disse que nós precisávamos desocupar a aeronave porque já tinha dado o tempo legal de voo deles eles não podiam realizar o voo e que nós teríamos que ficar no saguão do aeroporto sem nada, sem comida, água, sem nenhum suporte da Gol". 

Suely afirmou que ela e outros 14 passageiros se negaram a deixar a aeronave. Foi então, que a Polícia Federal foiaacionada.  

“Aí, eu e mais 14 pessoas nos recusamos a sair da aeronave no que a Gol gentilmente chamou primeiramente os responsáveis pelo pátio do aeroporto e depois a Polícia Federal. Ela nos ameaçou de nos retirar da aeronave algemados. Chegou a inclusive a falar no rádio que precisava de 15 algemas para poder retirar os passageiros de dentro da aeronave porque nós tínhamos tomado a aeronave”, disse revoltada.

O Diário do Nordeste entrou em contato com a Polícia Federal e aguarda posicionamento do órgão sobre o caso.   

O que diz a empresa

A Gol informou por meio de nota que devido às más condições meteorológicas em Salvador, o voo G3 2856 (Guarulhos – Salvador) precisou alternar para o Aeroporto de Fortaleza. A Companhia lamentou os transtornos causados, mas reforçou que ações como essas visam garantir a Segurança dos seus Clientes, valor número 1 da empresa.  

A empresa disse que todos os passageiros seguiram viagem para o seu destino final no voo G3 2856 (Fortaleza – Salvador), às 8h30 (horário local). 

A Gol afirmou também que por conta da pandemia, a empresa adotou diversas medidas para proteger a saúde e a segurança de seus clientes, que incluem desde a obrigatoriedade de uso de máscaras por todos seus colaboradores e clientes, disponibilização de álcool em gel, fechamento de suas salas VIPs, até a suspensão do serviço de bordo, distribuindo snacks apenas no desembarque.  

E por fim, disse que todas as aeronaves da GOL são equipadas com um sistema de filtro de ar HEPA, que captura de 99,7% de partículas microscópicas, como bactérias e vírus, ao promover a renovação do ar do avião a cada 3 minutos, permitindo a circulação de um ar sempre mais puro.