Número de casamentos cai 12% no Ceará em um ano

Mesmo com a redução, o Estado é o terceiro do Nordeste com maior número de casamentos registrados no ano passado, segundo o IBGE

O número de casamentos realizados no Ceará recuou 12% em um ano. Em 2017, 38,8 mil casais, entre hétero e homoafetivos, formalizaram união no Estado. Em 2016, foram 44.1 mil. Na capital cearense, a redução foi menor, de 5,9%, sendo 14.036 no ano passado contra 14.912, em 2016. Os dados fazem parte das estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas nesta quarta-feira. 

Ainda segundo o Instituto, mesmo com a queda, o Ceará é o terceiro da região Nordeste com o maior número de casamentos registrados no ano passado, 16% do total. Bahia lidera o ranking da região, com 64.578 (26,76%) matrimônios realizados, seguida de Pernambuco, com 47.864 (19,83%). No Brasil, foram pouco mais de um milhão. A tendência de redução foi constatada em todo o País, que teve 2,3% de diminuição em relação a 2016. 

O IBGE também informou sobre as uniões entre pessoas do mesmo sexo. Entre mulheres, o Ceará lidera o Norte/Nordeste, sendo o sétimo do Brasil, com 125 casamentos entre mulheres. São Paulo lidera, com 1.495 formalizações, seguido por Rio de Janeiro, com 299; Minas Gerais, com 250; Paraná, com 135 e Rio Grande do Sul, com 128. Em todo o Brasil foram 3.3 mil. 

O Ceará também lidera as uniões homoafetivas no Norte e Nordeste, com 92 casamentos realizados no ano passado. No Brasil foram 2.5 mil. São Paulo somou 1.002 uniões; Rio Grande do Sul, 121; Santa Catarina, 215; Rio de Janeiro, 109 e Minas Gerais, 197. 

Nascimentos 

Os dados do Registro Civil 2017 também contabilizaram, além de casamento, divórcios, nascidos vivos, óbitos e óbitos fetais, informados pelos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, e de divórcios, declarados pelas Varas de Família, Foros ou Varas Cíveis e os Tabelionatos de Notas.  

Em relação aos nascimentos, O Ceará registrou pequeno aumento de 0.5% na comparação com 2016, quando teve 124.801 nascidos vivos. No ano passado foram 125.437 pessoas. Ainda conforme o IBGE, o Brasil também assinalou alta de 2,3%, com 2.8 milhões de nascimentos registrados oficialmente. A Bahia lidera o Nordeste, com 208 mil e São Paulo, o Brasil, com 615,6 mil. 

A recuperação do total de nascidos vivos no território cearense indica a socióloga Maria Julieta Pereira, que as políticas públicas em defesa do pré-natal e gravidez acompanhada tem surtido bons resultados. Ainda de acordo com o levantamento do IBGE, entre 2015 e 2016, o Estado teve queda de 5,1%: foram 131.522 contra 124.801, quase sete mil   menos, indicando primeira queda desde 2013, quando a natalidade total em território cearense foi de 122.401. Segundo a especialista, a perda em 2015/2016 pode ser atribuída à epidemia de zika e à crise econômica que se abateram sobre o Brasil em 2016 e que contribuíram para que muitas mulheres a adiar os planos de maternidade. “No ano passado, a zika não teve casos tão relevantes e, como disse, o fortalecimento das políticas públicas potencializou essa curva descendente”, aponta. 

Isso se observa, também, quando se analisa o número de óbitos fetais. No ano passado, o Ceará somou 918 mortes contra 926 em 2016. Uma redução de 0.8% e que indica melhoria nos indicativos de saúde durante a gravidez.

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