Novo Acordo Ortográfico ainda é desafio para estudantes

O tratado internacional começou a vigorar em 2009, com quatro anos de tolerância para ser aplicado. A mudança foi causada com o intuito de padronizar o português nos países que o tem como língua oficial.

Legenda: O contato frequente com textos atuais é importante para que as pessoas se acostumem com a nova forma de escrita. Assim, elas poderão diminuir a quantidade de erros.

Visando adequar-se à forma de escrita de todos os países que têm o português como língua oficial, o novo Acordo Ortográfico entrou em vigor há 10 anos. Entre algumas mudanças, estão o uso do hífen, a acentuação e os ditongos. Uma década após a alteração, de acordo com um especialista em educação, erros de escrita ainda são comuns em textos de estudantes. Veja os principais cometidos e saiba algumas dicas para evitá-los.

De acordo com o especialista em educação Vinicius Beltrão, a principal dificuldade dos alunos está na escrita, já que é neste momento em que eles colocam em prática conhecimentos gramaticais. "A compreensão fica muito mais fácil ao falar, do que ao escrever”, afirma.

Para ele, os estudantes tiveram muita dificuldade em absorver a transformação, pois as classes de palavras não seguem um padrão de entendimento. Há exceções que podem confundi-los, como quando se deve ou não usar o hífen e quais acentos não são mais utilizados, principalmente nos ditongos, isto é, quando duas vogais estão juntas na mesma sílaba.

Vinicius Beltrão diz que além da importância da memorização das regras, outra dica fundamental é ler textos atuais para se adaptar às modificações. “Já que o novo acordo trouxe alguns casos que fogem à norma, é muito importante que as pessoas tenham um contato frequente com conteúdos atualizados, para que assim elas se acostumem com a nova forma gramatical e evitem cometer erros na hora de escrever”, conclui.

Reformulação 

Com a implantação do novo Acordo Ortográfico, palavras terminadas em "êem" e no hiato "oo" perderam o acento circunflexo (lêem/leem; vôo/voo). Paroxítonas, palavra cujo acento tônico encontra-se na sua penúltima sílaba, com ditongos abertos perderam o acento (idéia/ideia; bóia/boia). 

Não é empregado hífen quando a primeira palavra termina em vogal e a segunda começa com r ou s (ultra-som/ultrassom; microondas/micro-ondas; antiinflamatório/anti-inflamatório). O hífen não é mais empregado quando o prefixo da palavra é "re" e quando o início da segunda palavra é "e" (re-editar/reeditar; re-escrever/reescrever). 

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