MPCE constata que mais de 3 mil pacientes aguardam em fila por próteses e órteses em Fortaleza

Para alguns, a demora se arrasta desde 2012

O Ministério Público do Ceará (MPCE) constatou, em fiscalização nesta terça-feira (14), que o Programa de Órteses e Próteses do Município de Fortaleza, em atividade na Policlínica do Jangurussu, tem uma fila de espera para entrega dos equipamentos com mais de três mil pessoas. Para alguns, a demora se arrasta desde 2012

Segundo a promotora de Justiça Ana Cláudia Uchôa, o programa está funcionando de “forma precária

“Não tem condições de continuar desse jeito, pessoas desde 2012 aguardando na fila pra essa aquisição das órteses e próteses. E além de tudo, o atendimento e o controle das filas ainda é feito de forma manual, não está informatizado, nem inserido em prontuário eletrônico”, relatou.

Além disso, a promotora recebeu informações de que apenas com o acionamento da Justiça os pacientes estão conseguindo adquirir as próteses e órteses.

"Inclusive, que a compra só é feita após o recebimento de uma ordem judicial. Isto abarrota o Judiciário, torna a espera mais longa e o serviço, ineficiente. E a fila aumenta com cerca de 70 novos pedidos por mês”, declarou a representante do MPCE.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou "que não foi contatada por nenhum representante do Ministério Público do Ceará acerca deste tema".

O MPCE deve determinar um prazo para a SMS regularizar o fornecimento dos equipamentos à população.

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Redação 19 de Outubro de 2020
Redação 18 de Outubro de 2020