Movimento Aterrar Pra Quê contesta o novo aterro da Praia de Iracema

A ação da prefeitura pretende aterrar até 80 metros no local

Legenda: Durante a ação cerca de 45 participantes entraram no mar e fizeram um abraço coletivo
Foto: José Leomar

Defensores do meio ambiente, banhistas, surfistas e populares se reuniram na manhã deste domingo (15), no Aterro da Praia de Iracema, para protestar contra a obra da Prefeitura de Fortaleza que prevê a engorda artificial de aproximadamente 80 metros de faixa de areia.  

Conforme um dos organizadores do evento "Aterra Pra Quê", Daniel de Paula, o ato tem a intenção de informar, conscientizar e sensibilizar a população sobre os danos que a intervenção pode causar ao meio ambiente. "A ação vão prejudicar os corais que ficam no íncio da orla, além de algumas espécies que estão ameaçadas de extinção, a exemplo do boto cinza, tartarugas e peixes. Ou seja, ambos serão soterrados", diz.

Durante o protesto, cerca de 45 participantes entraram no mar e fizeram um abraço coletivo. Os organizadores também leventaram a faixa do movimento. Fora da água, eles promoveram limpeza na areia da praia.

Conforme Daniel de Paula, o movimento tem dupla funcionalidade: pressionar a prefeitura para não realizar a obra e informar as pessoas sobre os acontecimentos. "Elas precisam saber o que está acontecendo para que se sensibilizem e ajudem a pressionar a prefeitura", ressalta Daniel.

Pedro Tavares, 23 anos, do movimento Aterrar Pra Quê, entende a intervenção como desnecessária. "A obra vai prejudicar a fauna e todos que fazem parte desse habitat. "Somos contra e viemos manifestar de uma forma pacífica com a intenção de sermos ouvidos", confessa Pedro.