Mortes violentas atingem 6 vezes mais homens do que mulheres no Ceará 

Em 2018, o Ceará registrou 5.802 óbitos masculinos decorrentes de causas violentas, contra 935 femininos

Escrito por Renato Bezerra, renato.bezerra@svm.com.br

Metro
Legenda: Em janeiro de 2018, 14 pessoas morreram em uma chacina no bairro Cajazeiras, durante festa que reunia jovens no "Forró do Gago".
Foto: Foto: Rodrigo Carvalho/AFP

As chances de um homem morrer por causas violentas no Ceará é bem maior do que de uma mulher, conforme apontam as Estatísticas do Registro Civil 2018, divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, eles morreram seis vezes mais do que elas, totalizando 5.802 óbitos masculinos, contra 935 femininos. 

O levantamento considera como morte violenta as causas externas ao óbito, como acidentes de trânsito, afogamentos, suicídios, homicídios, quedas acidentais ou, ainda, causas ignoradas. 

Embora com discreta redução, de 1,75% no período de um ano - levando em consideração o registro total entre homens e mulheres - o número de mortes decorrente de causas violentas no Estado permanece em alerta pela alta incidência. 

Entre os anos de 2017 e 2018, o Ceará - que ocupava a 3ª posição da região Nordeste no número de mortes violentas - subiu para o 2º, atrás apenas da Bahia no levantamento atual, com o registro de 9.996 mortes. 

O total de mortes de 2018 corresponde, ainda, a 12% de todos os óbitos registrados no Estado. Por localidade, a maior concentração se deu entre os municípios da Região Metropolitana de Fortaleza, 3.263, o equivalente a 48,4% de todas mortes violentas no período.