Mais de 700 casos de chikungunya são notificados; ação elimina 200 focos do Aedes

Projeto da Regional III, que começou pelo Antônio Bezerra - onde 1.408 residências foram visitadas pelo controle do mosquito - deve ser expandido para outras regionais

Mais de 200 focos do mosquito Aedes Aegypti foram encontrados e eliminados no bairro Antônio Bezerra. A ação fez parte do projeto “Eu amo meu Bairro Limpo”, que durante a última semana promoveu visita de agentes em 1.408 residências e limpeza de 11 pontos de lixo no bairro, que é um dos que têm a maior incidência de doenças causadas pelo mosquito na região, de acordo com a Secretaria da Regional III.

Até o dia 31 de março foram 141 casos de chikungunya notificados no Antônio Bezerra e 106 confirmados, e outros 68 casos de dengue notificados e 31 confirmados, dados que chamaram a atenção da Prefeitura de Fortaleza para o bairro e fizeram com que ele fosse escolhido para ser o primeiro a receber o projeto. A iniciativa deve ser expandida para outros bairros dentro da Regional III e também para outras Regionais.

De acordo com o secretário da Regional, Antônio Henrique, na próxima semana deve ser decidido o próximo bairro a receber o projeto, levando em consideração a necessidade do local. “Estamos com dois ou três bairros em vista, como Rodolfo Teófilo, Bonsucesso e Henrique Jorge, mas o certo é que todos os bairros da Regional III recebam a nossa visita, diminuindo o lixo e levando qualidade de vida para a população”.

Na Regional III, foram 770 casos de chikungunya notificados e 454 confirmados. Quanto à dengue, foram 796 notificações e 377 casos confirmados. Conforme Tânia Paula, coordenadora geral do distrito técnico de endemias da Regional III, nas visitas às casas, os moradores tendem a culpar os imóveis fechados como terrenos, mas ela aletra que 83% dos focos de dengue são encontrados nas residências.

Atualmente, na Regional III, sete imóveis fechados estão em situação de medida compulsória para que seja feita a vistoria e sejam eliminados possíveis focos de dengue. “O proprietário é notificado e, se não for encontrada uma solução, a gente entra com a medida compulsória para poder adentrar”, explica a coordenadora do distrito técnico de endemias da Regional III, Tânia Paula.

“As nossas visitas são a cada dois meses. Geralmente, em um imóvel, a gente faz de cinco a seis visitas, então naqueles imóveis que a gente encontrou foco do mosquito na última visita, a gente vai encontrar foco na próxima”, destaca Tânia, alertando que o pneu é um dos depósitos que o mosquito mais procura para se reproduzir. “O hotel dele é o pneu, porque é escuro. Por isso é que a gente tem a atenção no recolhimento de pneu”.

A ação da Regional visitou 17 quarteirões, um total de 1.408 imóveis no bairro. Lançada na manhã de hoje (8), na Praça do Ipiranga, foram ofertadas palestra socioeducativas; aferição de pressão; aplicação de flúor; orientação odontológica; teste rápido para sífilis, dentre outros. Além disso, haverá apresentações artísticas e recreação, controle de zoonoses e vacinação.

Zoonoses

Na praça, até o meio-dia, profissionais da equipe de zoonoses da Regional III estavam disponibilizando um total de 125 vacinas anti rábicas e fazendo testes de calazar. “A gente trabalha muito de acordo com a questão epidemiológica, então temos na Regional III em primeiro lugar na incidência de calazar o Quintino Cunha, o João XXIII e o Antônio Bezerra”, diz Arthur Martins, coordendor de zoonoses da Regional III.


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