Grupo cearense cria aplicativo para inclusão de pessoas com surdez em serviços jurídicos

Iniciativa representa o Estado em competição internacional de tecnologia

Imagem mostra estudantes
Legenda: Equipe celebra avanço na competição
Foto: Arquivo Pessoal

O desafio de tornar os serviços jurídicos acessíveis às pessoas com deficiência auditiva mobilizou estudantes universitários e profissionais cearenses na criação de um aplicativo para interpretação de libras, em Fortaleza. Denominado Access Legal, a plataforma permite que os intérpretes cadastrados façam a mediação entre os usuários por meio de videochamadas e foi selecionada para a final de uma competição internacional de tecnologia.

Durante um evento da área jurídica realizado em março, antes da confirmação dos primeiros casos do novo coronavírus no Ceará, a equipe desenvolveu a ideia de tornar a comunicação do setor acessível. Essa necessidade surgiu pela dificuldade que as pessoas com surdez possuem para conseguir fazer processos como abertura de Boletins de Ocorrências (B.O.s), como exemplifica Ana Carolina Ávila, de 23 anos, estudante de Engenharia de Computação do Instituto Federal do Ceará (IFCE).

"Como somos estudantes de diferentes cursos, o projeto nos ajuda a ter uma visão mais holística da situação e essa multidisciplinaridade nos ajuda para a vida. Nós éramos apenas desconhecidos com diversas habilidades complementares, que juntos desenvolvemos algo com grande impacto”

O grupo trabalha no aplicativo que deve funcionar em computadores e celulares para conseguir bom resultado na competição Global Legal Hackathon e obter apoio financeiro. Na categoria Inclusão, a equipe cearense e um grupo mineiro são os representantes brasileiros entre 11 selecionados. “Como já estamos com as fases de modelagem bem estruturadas, o próximo passo é o desenvolvimento do Web App. Vamos nos preparar para apresentar a versão toda estruturada para o final da competição e, então, realmente começarmos a disponibilizar para o público”, detalha.

Imagem mostra aplicativo
Legenda: Layout da plataforma que conecta intérpretes com usuários
Foto: Divulgação

Em geral, o resultado da competição é feito em Londres, mas devido a propagação do novo coronavírus ainda não há definição quanto a data nem ao formato da cerimônia.

Estudantes de Engenharias como Computação, Mecânica, Produção Mecânica, além dos cursos de Administração, Estatística e Direito fazem parte do grupo. Duas advogadas também integram a iniciativa formada por Alexia Alencar Capibaribe, Ana Carolina Ávila Vasconcelos, Ana Beatriz Furtado, Felipe de Sousa Barbosa, Giselia Dantas, Jamylle Amaral Alves, Jorge Martins de Lima e Kaylana Prudêncio Ferreira.