Fortaleza tem redução de 24,1% de acidentes nas vias federais entre janeiro e novembro

Autoridades alertam para necessidade de revisão mecânica e respeito à legislação de trânsito durante o período de maior movimento nas vias com festas de fim de ano

Legenda: Principal tipo de acidente é colisão traseira
Foto: Camila Lima

Os acidentes nas vias federais de Fortaleza tiveram redução de 24,1%, entre janeiro e novembro de 2020, com 277 registros, e o igual período de 2019, quando foram 365 casos, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).  No combate às infrações de trânsito, a BR-116 desperta maior atenção das equipes devido ao fluxo intenso.

Enquanto foram contabilizados 259 acidentes nos trechos da Capital da BR-116, em 2019, neste ano o registro foi de 185 casos. Na BR-222 o número passou de 66, no ano passado, para 48 registros neste ano. Já na BR-20, o número de acidentes cresceu de 40 para 44 registros no período analisado.

>> Número de acidentes volta a crescer no interior

Com base nos dados, as equipes de fiscalização e orientação reforçam as atividades em dias e horários com maior registro de acidentes, como explica o inspetor Flávio Maia. “Essa redução deve-se a um trabalho focado em que a PRF tem procurado trabalhar com dados estatísticos. A PRF tem procurado intensificar o trabalho naqueles locais, aumentando a percepção de segurança, de forma que as pessoas não venham se envolver em acidentes de trânsito”, destaca.

Ao condutor, orienta Flávio Maia, cabe a revisão do veículo - como as condições dos pneus e da suspensão -, atenção às normas de trânsito e manter distância segura. "O maior número de acidentes que nós registramos foi na BR 116, que é uma via muito movimentada porque liga o Ceará ao Sul do estado e, infelizmente, temos muitos acidentes como colisões traseiras e transversais", explica.

Causas de acidentes e mortes

Neste ano, as principais causas de acidentes nas vias de todo o Estado foram colisão traseira (269), colisão transversal (244), colisão lateral (187), saída de leito carroçável (160) e colisão frontal (102). Já em 2019, os maiores registros foram relacionados à colisão traseira (311), colisão lateral (246), colisão transversal (242), saída de leito carroçável (133) e tombamento (126).

Os maiores números de mortes neste ano aconteceram após colisão frontal (35), colisão com objeto estático (19), atropelamento de pedestres (19), colisão transversal (16) e colisão traseira (15). Os sinistros que mais ocasionaram mortes no ano passado foram atropelamento de pedestres (31) - cenário observado em 113 acidentes -, colisão frontal, (29), colisão traseira (21), colisão transversal (16), saída de leito carroçável (11) e tombamentos (11).

 

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