Evento do Sistema Verdes Mares discute empoderamento feminino

Como parte do projeto "O que as mulheres têm a dizer", abraçado neste mês de março, encontro reúne artista, juíza, psicóloga e escritora para debater ainda os desejos e anseios do público feminino

Em todo o mês de março, o Sistema Verdes Mares perguntou: "o que as mulheres têm a dizer?". Entre tantas respostas, o pedido de respeito, amparo, liberdade? Para além dos substantivos, elas clamam também por políticas públicas concretas e lugar de fala na sociedade. Hoje, das 11h ao meio-dia, nos estúdios SVM, elas compartilham suas ideias, conquistas e desejos, durante encontro que vai discutir o empoderamento feminino. O evento será transmitido ao vivo pelo site do Diário do Nordeste.

Participam do debate a titular do Juizado da Mulher de Fortaleza, Rosa Mendonça; a linguista, professora universitária, escritora e autora do livro "Um vestido para Tuti", Tânia Dourado; a psicóloga Natália Martins, do projeto Saúde Mental Comunitária do Bom Jardim, que atende mulheres vítimas de violência doméstica, e a cantora e atriz que conversa sobre o feminismo e a mulher negra na periferia, Luiza Nobel.

Importância

"A gente passou ao longo dos séculos sem voz. O lugar da mulher ao longo da história foi o lugar do privado, do silêncio e da subalternidade. Então, ter esse espaço onde a mulher tenha lugar privilegiado, onde ela pode falar e ser ouvida e esse partilhar ser multiplicado é fundamental, porque a gente vive numa sociedade estruturalmente machista, sexista e racista", justifica Tânia Dourado.

À medida em que as mulheres lutam por vez e voz, as pautas aumentam em ritmo acelerado, como o atendimento a mulheres agredidas por companheiros. "Eu penso que nós precisamos avançar no eixo de cuidado com a saúde. Quando eu não tenho uma saúde mental de qualidade, eu fico totalmente fragilizada, porque meu corpo e espírito estão interligados através da minha saúde psíquica", explica a psicóloga Natália Martins.

Debate

No Ceará, quatro mulheres foram vítimas de feminicídio nos três primeiros meses deste ano. Diante disso, Rosa Mendonça considera um desafio lidar com a violência doméstica, sobretudo quando faltam ações do poder público. "Não há por parte dos nossos governantes a seriedade que deve ser tratado esse problema", lamenta a juíza.

Para Luiza Nobel, além da violência de gênero, o encontro vai dar espaço ainda para outras demandas importantes do público feminino, porque é através dos debates que a sociedade conhece os anseios. "As mulheres ainda não tem espaço dentro da política, não tem espaço no local de fala, a violência doméstica é enorme e o machismo é super opressor. A gente tem várias pautas para resolver", destaca.

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