Covid-19: Baturité registra maior aumento percentual de casos e Juazeiro do Norte a maior queda

Especialista percebe movimento geral de diminuição de casos do coronavírus no Ceará, mas alerta para a importância de manter o uso de máscaras a fim de evitar o repico da doença

Legenda: Taxa de ocupação das UTI na região de Juazeiro do Norte registra taxa de ocupação de 58,4%; Hospital Regional do Cariri concentra a maior quantidade de leitos de UTI ocupados das unidades locais, com 60 internações
Foto: Divulgação/ Raquel Oliveira

No Ceará, 18 de 21 das Áreas Descentralizadas de Saúde (ADS), cerca de 86%, apresentaram redução nos casos de Covid-19, conforme a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Entre as Semana Epidemiológica (SE) 29 e 30, referente ao período 12 a 25 de julho, em comparação as SE 27 e 28, de 28 de junho à 11 de julho, a ADS Juazeiro do Norte registrou a maior diminuição percentual de casos, 58,9%, reduzindo de 6.075 para 2.496 ocorrências, enquanto a ADS Baturité teve o maior aumento, 32,7%, saindo de 346 para 459. 

 

Em contrapartida, a região de Baturité teve a maior queda percentual de mortos, 90%, diminuindo de 10 para 1. Nesse mesmo período, a ADS Brejo Santo passou de 8 óbitos registrados para 18, elevando um percentual de 200%, e teve um aumento de 15,9% nos casos, de 521 para 604.

Dentre as três ADS com crescimento nos casos, estão: Baturité, Brejo Santo e Tauá. Esta última registrou 29,1%, saindo de 199 para 257. 

Em relação ao número de óbitos, além da ADS de Brejo Santo, também houve aumento percentual em três outras: Canindé, Quixadá e Icó, com respectivamente, 25%, 15,7% e 125%. Canindé registrou acréscimo de 16 para 20 mortes; Quixadá, de 19 para 22 e Icó, de 8 para 18. 

Para o epidemiologista Luciano Pamplona, o Estado, em quadro geral, vem apresentando uma redução consistente de número de casos da Covid-19. “Assim como já aconteceu em Fortaleza, a maior parte das regiões do Ceará já entrou em um platô estabilizado e começou a reduzir”, aponta. O pesquisador espera que até o próximo mês, a quantidade de casos esteja significativamente menor.

“Lembro que a doença não vai deixar de existir, a gente vai continuar convivendo com ela, obviamente enquanto não tiver uma vacina. Mas vamos conviver com casos esporádicos da doença, com um limiar muito baixo no número de casos ”, afirma. 

Em sua visão, o controle do coronavírus deverá ocorrer de modo similar aos casos de outras doenças de transmissão, como sarampo e catapora. Suspeitando do surgimento de uma nova ocorrência, será importante investigar e bloquear a propagação antes de surgir uma nova onda de contágio. 

“Nesse momento de redução de casos, agora mais do que nunca, é fundamental que as pessoas que estejam saindo de casa continuem utilizando máscara de forma indiscriminada”, declara. Luciano explica que somente com o uso rigoroso da máscara é possível reduzir a probabilidade de futuros surtos de coronavírus nos próximos meses. 

Migração para o interior

Em julho, a maior quantidade de casos confirmados da Covid-19 deixou de ser na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), passando a estar no interior. Na última segunda-feira (3), o interior do Estado representou quase 53% dos casos confirmados da Covid-19, com 93.329 ocorrências, segundo dados do IntegraSUS. Enquanto a RMF representava 47,3%, com 83.632 casos. 

Nesta sexta-feira (7), o Ceará já registra 185.409 casos confirmados do coronavírus e 7.921 óbitos pela doença. Ao todo, são 156.373 pessoas recuperadas. A cidade de Juazeiro do Norte, no Cariri, concentra 11.471 diagnósticos positivos e 231 mortes, enquanto Sobral contabiliza 10.181 casos confirmados e 288 óbitos. 

Em relação ao avanço semanal do número de casos confirmados, o Estado teve a menor taxa, entre os dias 27 de julho e 4 de agosto. Na primeira data foram registradas 175.960 ocorrências, enquanto na última terça-feira (4), foram 176.998 registros cearenses, uma evolução de 0,58%. No intervalo anterior, de 20 a 27 de julho, o avanço foi de 2,02%.

 

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