Comunicado: Informação falsa mata

Informação falsa mata. Exemplo disso foi a morte da aposentada Maria das Graças Paim, de 71 anos, em Ribeirão Preto (SP). A filha, Adriana Avanci, revelou ao portal G1 que a mãe se recusava a ir ao hospital para iniciar o tratamento contra a Covid-19 por não acreditar na doença. Para ela, a pandemia não passava de uma "fake news". A informação da aposentada era baseada em vídeos de YouTube carregados de opiniões negacionistas e contra a ciência. A dor e o sofrimento dos familiares, agora, são inevitáveis.

Negacionismo

"O que mais me incomoda é saber que eu não posso falar para ela que ela devia ter acreditado em mim, no meu irmão, nos netos que pediam para ela ir, e não em falsas notícias", lamentou a filha, que é professora. Infelizmente a rotina da Maria das Graças é a de muitos idosos que acabam se informando por vídeos editados no WhatsApp com desinformação. É por essas e outras que o jornalismo profissional precisa estar cada vez mais forte, pelo bem da democracia e contra o negacionismo.

Fase 4

Falando em ciência, a Federação dos Transportes (Fetrans) comemora a inclusão dos trabalhadores do transporte coletivo no grupo prioritário do plano de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Os profissionais estão inseridos na 4ª fase do programa de imunização.

Serão contemplados os empregados das companhias aéreas nacionais (aeronautas e aeroviários), empregados de empresas metroferroviárias de passageiros, empregados das empresas brasileiras de navegação e motoristas e cobradores de transporte coletivo rodoviário de passageiros, incluindo os motoristas de longo curso. Ainda no ano passado, a Fetrans havia solicitado ao Governo Estadual do Ceará a inserção da categoria entre os grupos que receberão as primeiras doses da vacina.

Furadores de fila

O Ministério Público Federal (MPF) promete investigar supostas irregularidades na distribuição de vacinas contra a Covid-19 no Ceará. A oferta de imunizantes para pessoas que não estão incluídas entre as categorias prioritárias pode ser enquadrada como crime e improbidade administrativa. Nesta semana, casos suspeitos foram noticiados pela imprensa. Ontem, o MPF instaurou procedimento para apurar se as doses estariam sendo aplicadas sem respeito à lista de prioridades. Eusébio e Aquiraz estão entre as cidades que são investigadas.

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