Com alta nos atendimentos para Covid-19, Unimed Fortaleza suspende marcação de cirurgias eletivas

A suspensão diz respeito a novas cirurgias não essenciais, e deve valer somente até domingo (25)

Legenda: A unidade também já aumentou a quantidade de leitos para internação de pacientes com Covid-19.
Foto: Divulgação

O aumento significativo da quantidade de pacientes em busca de atendimento para Covid-19 nesta semana nas emergências da Unimed Fortaleza, levou a administração a suspender a marcação de novas cirurgias eletivas não essenciais no hospital da rede, a princípio, até o próximo domingo (25).

"As cirurgias que já estão marcadas vão acontecer, e essa suspensão inicialmente será até domingo, para a gente ver como se comporta essa evolução dos números", reforça o médico Elias Leite, presidente da Unimed Fortaleza.

Ele destaca, ainda, que foi percebido um aumento na positividade dos exames, ou seja, no percentual de pacientes testados que recebem um resultado positivo para a doença.  

Segundo Elias Leite, o aumento repentino na procura chegou a gerar um problema de atendimento no hospital. “Alguns pacientes hoje demoraram mais de duas horas para serem atendidos, porque foi um volume maior em um curto espaço de tempo”, diz. 

“Até a meia-noite de ontem, nós atendemos no hospital 152 pacientes com suspeita de Covid. O número do dia anterior tinha sido 162, e hoje, embora a gente só feche o número meia-noite, eu sei que ele vai ser alto, pela grande quantidade de pacientes atendidos em determinado momento do dia”, relata o presidente da Unimed Fortaleza. 

A unidade também já aumentou a quantidade de leitos para internação de pacientes com Covid-19. O número exato, porém, não foi especificado pelo médico. Ele informou que, na última terça-feira (20), o hospital tinha 57 pacientes internados com a doença. Hoje (21), são 56. A quantidade de pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) se manteve a mesma nos dois dias, em um total de 23.  

“Aconteça o que acontecer, nós estamos prontos para criar a estrutura necessária para atender os nossos pacientes. Não dá pra dizer que é uma segunda onda ou que esses números vão continuar crescendo, mas nós vamos estar prontos”, garante. 

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