Coleta de lixo é prejudicada após ataques criminosos

A Etufor Ambiental afirmou que a coleta domiciliar está sendo executada com cobertura policial, mas moradores do bairro Edson Queiroz estão sem o serviço há dois dias

A insegurança em Fortaleza motivada pela sequência de ataques criminosos tem afetado além do ir e vir da população, a coleta de lixo nas ruas. Aos montes, o lixo se acumula pelas vias do bairro Edson Queiroz (Regional II). Sacolas plásticas, caixas de papelão e até restos de comidas disputam espaço com veículos e pedestres. 

Também em frente às calçadas de residências, condomínios e estabelecimentos comerciais do bairro há resíduos, mas os moradores contam que a Ecofor Ambiental não faz a coleta domiciliar desde a última quinta-feira (3). 

Em nota, a empresa afirma que o serviço ficou prejudicado depois que um caminhão compactador foi queimado durante mais uma ação criminosa na Capital. “A coleta domiciliar de vários bairros está sendo executada com cobertura policial por questões de segurança; assim com a coleta especial. Os ecopontos sofreram ameaças de danos por isso as operações estão suspensas temporariamente”.

Apesar da Ecofor Ambiental afirmar que a coleta de entulhos tem apoio de militares, os moradores do Edson Queiroz ouvidos pela reportagem do Sistema Verdes Mares na tarde desta sexta-feira (4) desmentem a afirmação. A  estudante de Letras, Kellyane Alves, 30, teve que juntar todo o lixo dentro de uma caixa para não deixá-lo na calçada, prática que ela considera um risco à saúde. “Atrapalha muito porque não é saudável conviver com lixo em casa”, opina.

No cruzamento das ruas Hil Moraes com Roberto Silva, o lixo é tanto que chega a tomar uma parte da via. Contudo, segundo o reciclador Francisco Dantas, mesmo antes da suspensão da coleta, os moradores já faziam do local um depósito de entulhos. “A prefeitura tira o lixo, mas o pessoal começa a botar de novo. Agora, com o agravante da falta do caminhão, o lixo só vai aumentar”, afirma. 

Legenda: Entulhos são deixados por moradores na Rua Cidade Ecológica
Foto: Foto: Rodrigo Gadelha

Na rua Cidade Ecológica, a situação se repete. Um aposentado de 62 anos, que não quis se identificar, não concorda com o lixo, mas defende que a medida é fundamental para garantir a volta do serviço o quanto antes. “Eles estão certos de tirar os carros da rua porque os bandidos podem fazer mais incêndios, aí é prejuízo para os cidadãos e para o patrimônio público. Isso acontecendo, vai demorar ainda mais o retorno da coleta”.
 

Quero receber conteúdos exclusivos da cidade de Fortaleza

Assuntos Relacionados